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Turma vai decidir

Ministra nega salvo-conduto a aposentada contra prisão por furar quarentena

A ministra do Superior Tribunal de Justiça Laurita Vaz negou a expedição de salvo-conduto para assegurar a uma aposentada o direito de se locomover livremente, sem o risco de ser presa ou sofrer qualquer restrição por violar medidas de isolamento social impostas pelo governo de São Paulo em razão da pandemia do novo coronavírus.

Ministra Laurita Vaz vai levar cabimento do HC a julgamento colegiado

A ministra entendeu que a decisão definitiva sobre o cabimento do Habeas Corpus deverá ser tomada de forma colegiada pela 6ª Turma, após a instrução do processo com as informações do governador e o parecer do Ministério Público Federal.

Laurita Vaz ressaltou que, no caso, não está configurado um dos pressupostos autorizadores da liminar, qual seja, o fumus boni iuris, pois a plausibilidade do direito invocado não é inequívoca.

No Habeas Corpus com pedido de liminar, a aposentada lembrou a advertência feita pelo governador João Doria de que a violação do isolamento poderia ser coibida de forma dura, eventualmente até com prisão.

Ela mencionou também o monitoramento do trânsito de pessoas no estado, por meio da localização dos celulares. Para a aposentada, essas medidas atentam contra seu direito constitucional de se locomover livremente.

Crime na pandemia e decisão do STF
Relatora do pedido, a ministra Laurita Vaz explicou que, se formalizada a medida administrativa para que os cidadãos do estado de São Paulo deixem de circular livremente e saiam de casa apenas em situações estritamente necessárias, como forma de tornar o isolamento social mais efetivo, seu descumprimento, ao menos em tese, sujeita o infrator à imputação do crime previsto no artigo 268 do Código Penal.

Ela lembrou decisão liminar do ministro Alexandre de Moraes, segundo a qual os governadores e prefeitos têm plena legitimidade para adotar medidas como "imposição de distanciamento/isolamento social, quarentena, suspensão de atividades de ensino, restrições de comércio, atividades culturais e circulação de pessoas", derivada da competência constitucional que lhes permite implementar políticas públicas para o combate à pandemia de Covid-19.

Em sua decisão, a ministra solicitou informações ao governador de São Paulo, a serem prestadas no prazo de dois dias, após o que o processo seguirá ao Ministério Público Federal, para elaboração de parecer. Com informações da assessoria de imprensa do Superior Tribunal de Justiça.

HC 573.208

Revista Consultor Jurídico, 22 de abril de 2020, 21h55

Comentários de leitores

1 comentário

Direito de ir e vir

Izabelle Matias Duarte (Advogado Autônomo - Consumidor)

Acho interessante q agora todo mundo resolveu exercer o direito de ir e vir acima de qualquer outro. Se ficar doente vai para um hospital particular? Se transmitir doença será penalizada???

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