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Novos ventos

Movimento por eleição direta na OAB será lançado nesta segunda

Grupo propõe mudança na escolha do presidente do Conselho Federal da OAB
oab.org.br

Advogados de todo o país vão participar do lançamento do movimento "Quero Diretos na OAB" que, como o nome sugere, propõe uma mudança no sistema de eleição para escolha do presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.

Atualmente o presidente da entidade é escolhido de maneira indireta por 81 conselheiros federais eleitos nos estados.

O movimento será lançado oficialmente nesta segunda-feira (5/10) por meio de uma transmissão do canal oficial da OAB-PR no YouTube, às 19h. 

Em entrevista à ConJur, em março deste ano, o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, disse que é simpático à ideia, mas tem algumas ressalvas. "Não podemos fazer uma cópia pura e simples do modelo de eleição direta. Seria fragilizar a eleição para o abuso do poder econômico, como nós já tivemos no passado recente. Seria fragilizar as eleições para grupos ideologicamente comprometidos. Fica muito simples para mim, como uma liderança que vem do Rio de Janeiro, ou para uma liderança de São Paulo falar, já que metade da advocacia brasileira está nesses dois estados. Não é simples fazer valer um inscrito, um voto", argumentou na ocasião.

O movimento "Quero Diretas na OAB" conta com aderência de importantes nomes da advocacia brasileira como Luiz Viana (vice-presidente nacional da OAB), Alberto Toron (SP), Carlos José Santos Silva (presidente do Cesa, Centro de Estudos das Sociedades de Advogados), Patricia Vanzolini (SP), Daniela de Andrade Borges (presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada), Valentina Jungmann (GO), Adriana D’Urso (SP), Daniela Magalhães (SP), José Augusto Noronha (tesoureiro nacional da OAB), Ary Raghiant Neto (MS), Marina Gadelha (PB), Claudia Luna (SP), Elias Assad (presidente Abracrim), Fabrício Castro (presidente OAB-BA), Monica Rosenberg (SP), Cássio Telles (presidente OAB-PR) e Ricardo Breier (presidente OAB-RS).

Clique aqui para acompanhar a cerimônia de lançamento




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Revista Consultor Jurídico, 2 de outubro de 2020, 21h45

Comentários de leitores

5 comentários

Quimera.

Vercingetórix (Advogado Autônomo - Civil)

Ver Felipe Santa Cruz falando de "grupos ideologicamente comprometidos" é inacreditável. Beira o absurdo!

Grupo ideológico?.

Fernandarb (Bacharel - Civil)

Pela lógica dele, então os estados não devem eleger um pres da República, já que tem mais gente, como Rio e SP?

Diretas já, oab . Dê exemplo

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA (Administrador)

Por Vasco Vasconcelos, escrito e jurista. Quero louvar a feliz iniciativa no nobre Deputado Fausto Pinato por ter apresentado aos seus pares o PL 4.684/2016 dispondo sobre eleições diretas para Presidente da OAB. A propósito OAB que tanto clama pela democracia tem que ser exemplo de tudo em sintonia com os princípios s insculpidos no art. 37 da Constituição. Mas o PL em questão tem que ser aperfeiçoado para deixar patente a natureza jurídica da OAB, pois ela gosta de meter o bedelho em tudo e não é exemplo de nada. No instante em que o onda do desemprego está batendo todos os recordes, seria de bom alvitre em respeito ao primado do trabalho os nobres deputados abolir de vez a última ditadura a escravidão modernada OAB, ou seja extirpar urgente do nosso ordenamento jurídico o famigerado fraudulento pernicioso, famigerado caça-níquei$$ exame da OAB, aprovando urgente o PL nº832/2019 e a PEC 108/2019. A propósito durante o lançamento do livro ‘Ilegalidade e inconstitucionalidade do Exame de Ordem do corregedor do TRF da 5º Região, desembargador Vladimir Souza Carvalho, afirmou que Exame de Ordem é um monstro criado pela OAB. Disse que é UMA MENTIRA que a aprovação de 10% dos estudantes mensure que o ensino jurídico do país está ruim. Não é possível falar em didática com decoreba”, completou Vladimir Carvalho.Afinal qual o medo do omisso Congresso Nacional abolir de vez a última ditadura, o trab. análogo a de escravos, a escravidão moderna da OAB? Antes da promulgação da Lei Áurea, era legal escravizar e tratar as pessoas como coisa, para delas tirar proveito econômico. A história se repete: o caça-níquei$ da OAB, cuja única preocupação é bolso de advogados qualificados pelo Estado (MEC), jogados ao banimento, renegando pessoas a coisas. Isso é Brasil.

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