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Caso das Rachadinhas

Rede pede afastamento de general Heleno e Alexandre Ramagem

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Rede pede afastamento de Heleno e Ramagem por uso da Abin para auxiliar defesa de Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas
Palácio do Planalto

A Rede Sustentabilidade pediu que o STF determine o afastamento do general Augusto Heleno e de Alexandre Ramagem dos cargos de ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional e diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência, respectivamente.

O pedido da legenda foi enviado nesta sexta-feira (11/12) e foi provocado por reportagem da revista Época, segundo a qual a Abin produziu dois relatórios para auxiliar a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), acusado de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Um dos documentos afirma ter como finalidade "defender FB [Flávio Bolsonaro] no caso Alerj, demonstrando a nulidade processual resultante de acessos imotivados aos dados fiscais de FB". Os relatórios teriam sido encaminhados ao senador por WhatsApp e, em seguida, enviados por ele para a sua advogada.

Na petição enviada ao ministro Ricardo Lewandowski — que é relator de inquérito que apura a atuação de Heleno e Ramagem em encontro com os advogados de Flávio Bolsonaro —, o partido pede que o ministro determine não apenas o afastamento dos dois, mas também proíba a Abin, o GSI e a Presidência de fazer qualquer solicitação à Receita Federal ou ao Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

O caso também provocou uma representação conjunta contra o Flávio Bolsonaro no Conselho de Ética do Senado, subscrita pelo Psol, PT e Rede. Em nota conjunta, os partidos argumentam que os novos fatos confirmam que o filho do presidente Jair Bolsonaro vem praticando ilegalidades durante o exercício do mandato parlamentar.

"Em países de democracia consolidada, o uso de um órgão de segurança pelo presidente da república e seus familiares para fins pessoais daria em imediata queda do governo. A sociedade brasileira espera por uma investigação e julgamento adequados dos graves fatos narrados. Nossa democracia não pode fechar os olhos para denúncias tão contundentes", diz trecho da nota.

Clique aqui para ler o pedido do Psol ao STF
Clique aqui para ler a representação contra Flávio Bolsonaro




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Revista Consultor Jurídico, 11 de dezembro de 2020, 21h11

Comentários de leitores

1 comentário

Fala sério !!!

LuizD'grecco (Outros)

Quem acredita que a ABIN faria de ofício um relatório defendendo o criminoso filho do presidente da república. Tem algo muito errado ai. Os caras linha de frente da inteligência nacional dariam um mole desses. Usariam a instituição sem qualquer receio, sem qualquer proteção ou sigilo. Precisava ser muito idiota !!! Coisa que poderia ser feita via qualquer escritório de advocacia ainda que sigilosamente respaldado por agentes da ABIN.

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