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Elegia jurídica

Em sessão cheia, o desembargador Fábio Prieto se despede da magistratura

Última sessão do desembargador Fábio Prieto foi marcada por homenagens
Jorge Rosenberg

Em tempos de Covid-19, o desembargador federal Fábio Prieto reuniu uma verdadeira multidão virtual de admiradores em sua última sessão como presidente da 6ª Turma do Tribunal Federal da 3ª Região.

Antes do início e durante a sessão, juízes, desembargadores, membros do MP e advogados fizeram questão de registrar sua presença e exaltar os predicados do agora desembargador aposentado.

Eleito com 97% dos votos válidos para o biênio 2012-2014, Prieto foi presidente do TRF-3 e responsável por modernizar a administração da corte durante a sua gestão. Ele também atuou até o ano passado como juiz federal do TRE paulista.

Entre outros feitos, Prieto instalou o processo eletrônico no Tribunal e promoveu uma forte política de interação com a advocacia, Ministério Público e outras instituições.

Foi responsável também pelo maior programa de conciliação do país, trabalhando em parceria com o Ministério da Previdência e conseguindo aprovar as contas do TRF-3 no Tribunal de Contas pela primeira vez na história sem necessidade de reexame.

Ao final de seu mandato na presidência do TRF-3, o estoque de processos antigos foi reduzido em 20%.

Quando corregedor do TRF-3, recusou-se a prestigiar a política dos "bandidos de toga" vinda do Conselho Nacional de Justiça. "Fiz exatamente o contrário. Valorizei e defendi publicamente juízes e servidores, que não merecem ser tratados sob intimidação difusa. Mas não houve diversionismo, nem simulação, quando encontrado caso isolado de falta grave", disse em entrevista recente à ConJur.

Em seu discurso de despedida, Prieto falou sobre seus 23 anos no TRF-3 e se disse afortunado por acompanhar desde o começo a magistratura federal. Falou sobre o desafio enfrentado quando foi corregedor do TRF-3 e ressaltou a importância da defesa de juízes sérios e trabalhadores.

Prieto também lembrou o seu período na presidência e exaltou a interação criada com a advocacia pública e privada e a modernização do TRF-3.

Clique aqui para ler o discurso de despedida de Fábio Prieto
Clique aqui para ler o discurso de 
Johonsom di Salvo




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Revista Consultor Jurídico, 16 de outubro de 2020, 21h47

Comentários de leitores

2 comentários

Aposentadoria

Manuel Santiago (Jornalista)

Nada como se aposentar jovem. Colher cedo, bem cedo, os frutos de alguns anos de serviço público.
Não tem a mesma primazia o cidadão comum, sob RGPS. Também pudera, temos uma Constituição de fazer inveja a qualquer ditador africano, está tudo dentro da lei, inclusive os iguais.

Ex-desembargador

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

Existe uma situação constatada pelo Doutor Prieto, que demonstra a má-fé, a perfídia, a desonestidade, a maldade, a patranha, em excelente artigo publicado, aqui, na Conjur, com o título "PRODUTO RUIM -Todos esperam absolvição no inferno processual brasileiro", diz desembargador" em 4 de setembro de 2019, 9h13".

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