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Reunião com empresários

Toffoli propõe criação de comitê para tratar de efeitos econômicos da epidemia

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, propôs a criação de um comitê para tratar dos efeitos econômicos da epidemia da Covid-19 no Brasil, com a participação de representantes dos três poderes junto a empresários.

ReproduçãoDias Toffoli, Jair Bolsonaro e Paulo Guedes em reunião com empresários

"Eu penso que é fundamental a criação de um comitê de crise envolvendo a federação e os poderes, para, junto com o empresariado e os trabalhadores, pensar essa necessidade de traduzir em realidade o anseio de trabalhar, produzir, manter empregos. Manter uma sociedade estruturada em funcionamento", afirmou Toffoli nesta quinta-feira (7/5), durante reunião com o presidente da República, Jair Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e representantes de vários setores industriais.

Bolsonaro levou os empresários e o ministro para conversar com Dias Toffoli e explicar os desafios que o país enfrenta para a retomada da economia. O presidente defendeu a necessidade de ação coordenada entre os poderes e a prioridade nos esforços de retomada da economia. "Não adianta nada ficarmos em casa e quando sairmos de casa não ter mais o que comprar em prateleiras, a roda da economia parada. Todos nós seremos esmagados", disse.

Marco Polo de Mello, da Coalizão Indústria, deu a dimensão da paralisia das atividades econômicas no país, citando queda de 50% nas vendas e ociosidade de 60% da capacidade industrial. 

De acordo com a jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, participaram da reunião José Ricardo Roriz Coelho, da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria de Plástico), Fernando Valente Pimentel, da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), José Velloso Dias Cardoso, da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Paulo Camilo Penna, presidente do Snic (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento), Elizabeth de Carvalhaes, da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), Synesio Batista da Costa, da Abrinq, Haroldo Ferreira, da Abicalçados (Associação Brasileira da Indústria de Calçados), Ciro Marino, da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), José Jorge do Nascimento Junior, da Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), José Rodrigues Martins, da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), Reginaldo Arcuri, da FarmaBrasil, José Augusto de Castro, da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), Marco Polo de Mello Lopes, da Coalizão Indústria, Humberto Barbato, da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) e um representante da Anfavea.

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Revista Consultor Jurídico, 7 de maio de 2020, 12h57

Comentários de leitores

2 comentários

Toffoli propõe criação ...

Arlete Pacheco (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Acertada e coerente a proposição do senhor Ministro. Quando se fala em Governo isso significa falar em Poder Executivo, Poder Legislativo e Poder Judiciário, todos igualmente responsáveis pela boa governança do país, dentro de suas atribuições e limites constitucionais. Com essa pandemia estamos vivenciando uma situação excepcional Portanto urgente que se procurem soluções que levem à consideração propostas visando, se não a melhor solução, ao menos a solução possível para o momento. Que se ponha fim às disputas pelo poder e para as vaidades que lamentavelmente são fatos notórios, deixando-se questões eleitorais para o momento adequado.

A noite dos tempos se aproxima

DAGOBERTO LOUREIRO - ADVOGADO E PROFESSOR (Advogado Autônomo)

Bom, pelo visto os cavalheiros acima reunidos não entenderam nada do que está acontecendo. Aturdidos, acham que debatendo e expondo seus interesses, a solução fica à vista e estamos conversados.
Primeiro, a posição do Judiciário. O que pode fazer a Justiça numa circunstância destas? Apoiar incondicionalmente a flexibilização, permitindo que os detentores do Poder obriguen os trabalhadores a se exporem perante o vírus, nas ruas, nos transportes, no atendimento ao público, nos escritórios, nas lojas, nos contatos sociais?
Isto num País em que a imensa maioria não tem assistência médica, são transportados como gado em trens, ônibus, vans e peruas, socados uns em cima dos outros, pessoas que moram em cubículos, amontoados, em que um só dorme quando o outro se levanta?
Todos têm a noção exata de que, principalmente, no Brasil, a flexibilização é genocídio. O que poderia fazer o Judiciário: permitir que a ordem nefasta seja cumprida a ferro e fogo, morra quem tiver que morrer, como quer o ocupante do QG do Planalto, antigamente conhecido como Palácio?
Há no Brasil, antes do surto da covid-19, mais de quinze milhões de desempregados, sem que se mova uma única palha para amenizar esse drama dantesco, terrível, desumano, que agora é agravado por essa pandemia.
Quais são os planos dos governantes, o que fizeram os empresários, no sentido de aliviar essa situação de caos absoluto?
Um pacto, um pacto para quê? Para preservar a iniquidade, empurrar o problema com a barriga e deixar tudo como está?
Senhores, o sol está se pondo no horizonte, a noite dos tempos se aproxima. Acordem!

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