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Não pode parar

Estado tem que tomar a dianteira no combate ao coronavírus, diz Toffoli

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, acredita que o Brasil não pode parar durante a pandemia do coronavírus. Para isso, é preciso aceitar que o Estado irá se endividar para proteger as pessoas mais vulneráveis, assim como outras nações impactadas pela pandemia da Covid-19 fizeram.

Segundo ministro, Brasil terá que se endividar para proteger os mais vulneráveis
Dorivan Marinho/SCO/STF

"O que nós temos que ter como premissa maior, e tenho dito isso nas videoconferências que tenho feito, é de que o país não pode parar", afirmou, em webinar promovido pelo site jurídico Jota.

"Temos que ter consciência de que o Estado, como todos os países do mundo estão fazendo, vai ter que se endividar, vai ter que aumentar a sua atuação como indutor da economia e também como agente social para as pessoas mais vulneráveis, sejam as desempregadas, sejam os autônomos", disse o ministro.

Ele também reafirmou a necessidade de isolamento para conter a disseminação da doença. "Nesse momento é fundamental seguirmos orientações técnicas de isolamento máximo possível, senão vamos ter impacto imediato no sistema de saúde, que vai atingir não só quem tem Covid, mas o lugar da pessoa que teve ataque cardíaco, que teve alguma doença e vai necessitar de atendimento, isso é baixar a curva."

O ministro disse, ainda, que os serviços essenciais precisam ser mantidos para que o setor produtivo seja retomado, segundo critérios técnicos, após o período de isolamento.  

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Revista Consultor Jurídico, 3 de abril de 2020, 16h32

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