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Brasil precisa de pacto por reformas fundamentais, diz Dias Toffoli

É momento de união, de serenidade e de combate ao radicalismo e à intolerância. Isso é o que afirmou o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, no Tribunal Superior Eleitoral. Ele discursou na noite deste domingo, após Jair Bolsonaro (PSL) ser eleito presidente do Brasil.

Toffoli (o terceiro da esquerda para a direita) defendeu união nacional.
Reprodução

Segundo o ministro, deve-se assegurar a pluralidade política do país, um dos mais caros fundamentos do nosso Estado Democrático de Direito.

“O Estado que tutela a liberdade em suas diversas formas, dentre elas, a liberdade de expressão, de opinião e de consciência política, de crença e de culto, de identidades e de convivência harmoniosa entre diferentes formas de viver e conviver uns com os outros”, disse.

Para Toffoli, Bolsonaro tem como primeiro ato o de jurar respeito à Constituição. “Deve fidelidade à Constituição Federal, ao Estado Democrático de Direito e às instituições da República. É na pluralidade e na diversidade que se constrói uma grande nação”, destacou.

O presidente da Suprema Corte também destacou que o Barsil precisa fazer reformas para retomar o crescimento econômico.

“Passadas as eleições, a sociedade deve voltar a se unir para pensar no desenvolvimento do país. O Brasil tem de retomar o caminho do desenvolvimento, gerar empregos, recobrar a confiança, retomar o equilíbrio fiscal, reduzir as desigualdades sociais e regionais e criar condições para atender às necessidades básicas da população”, pontuou.

Há três reformas essenciais a serem feitas, ressaltou o ministro. “Destaco três: reforma previdenciária, reforma tributária-fiscal e segurança pública. É hora de celebrarmos um grande pacto nacional, para juntos, trilharmos um caminho na busca por reformas fundamentais que precisamos enfrentar”, concluiu.

Respeito a opositores
Na manhã deste domingo, em crítica indireta a Bolsonaro, Dias Toffoli afirmou que o novo presidente deverá respeitar opositores políticos.

Segundo Toffoli, será necessário garantir a pluralidade política, conforme prevê a Constituição. "Aqueles que não lograrem êxito devem ser respeitados também porque a sociedade tem suas forças distintas e é o somatório que forma uma nação", afirmou.

No domingo passado (21/10), Bolsonaro afirmou que fará uma "faxina" no país e que os apoiadores de Haddad terão que deixar o país ou serão presos.

Clique aqui para ler a íntegra do discurso.

Revista Consultor Jurídico, 28 de outubro de 2018, 21h20

Comentários de leitores

1 comentário

Sr. Ministro-Presidente

Guimarães Barros (Advogado Assalariado - Tributária)

Precisamos que o STF não se apequene e não se acovarda frente a um partido!
Ques seus ministros valorizem a Corte e não ajam como alguns fazem...
É só isso.
Observe a Constituição somente..

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