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Acesso ao Bankdrop

MPF nega pedido da defesa de Messer para reagendar audiência

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O Ministério Público Federal negou nesta quarta-feira (18/3) pedido feito pela defesa do doleiro Dario Messer para reagendar uma audiência na sede da Procuradoria da República no Rio de Janeiro. Os advogados afirmam que a solicitação tinha como objetivo evitar uma possível disseminação da Covid-19.

Audiência instalaria softwares para acessar o Bankdrop, sistema em que estariam documentadas transferências ilegais de dinheiro envolvendo Messer
Reprodução

Na audiência seriam instalados softwares necessários para acessar o Bankdrop, sistema em que estariam documentadas transferências ilegais de dinheiro envolvendo Messer. 

“O pleito defensivo teve como fundamento o surto que acomete o Brasil e o mundo, reconhecido como pandemia pela Organização Mundial da Saúde no último dia 11, e buscou somente a designação de uma nova data após o retorno do expediente na Seção Judiciário do Rio de Janeiro e dos prazos processuais”, afirma o documento assinado pela defesa de Messer.

O texto ressalta, ainda, que a precaução deveria ser tomada “porque desde a última sexta-feira (13/03) um integrante da banca de advocacia que patrocina a defesa do peticionário passou a apresentar sintomas compatíveis com aqueles causados pelo novo coronavírus e/ou influenza”. 

A petição também destaca que o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, por meio de decreto, reconheceu a situação de emergência na saúde pública do Estado em razão do contágio e determinou a adoção de medidas de enfrentamento da propagação decorrente do novo coronavírus. 

Mesmo com a negativa por parte do MPF, a defesa de Messer optou por não comparecer à audiência. Anteriormente, a ela estava marcada para ocorrer no dia 2 de março. Na ocasião, no entanto, a Procuradoria da República do Rio encerrou o expediente às 16h, o que, segundo a defesa, prejudicou os trabalhos. 

Bankdrop
A consulta ao sistema Bankdrop é um antigo pedido da defesa de Messer. Em uma das solicitações, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, negou a solicitação alegando “falta de expertise” para conceder cópia forense às defesas de alvos da operação câmbio, desligo.

No Bankdrop estariam relacionadas mais de 3 mil empresas offshore, com contas em 52 países e transações internacionais que somam mais de US$ 1,6 bilhão. Os advogados dos envolvidos, entretanto, nunca conseguiram acessar o sistema. 

Clique aqui para ler petição da defesa de Messer.
0506568-73.2018.4.02.5101




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 é repórter da revista Consultor Jurídico.

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Revista Consultor Jurídico, 19 de março de 2020, 12h23

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