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Declarações do porteiro

Moro pede que PGR investigue possível denunciação caluniosa contra Bolsonaro

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O ministro da Justiça, Sergio Moro, enviou uma solicitação ao Ministério Público Federal para que instaure um inquérito para investigar as declarações de um porteiro de que um dos suspeitos do assassinato de Marielle Franco pediu autorização a Jair Bolsonaro para entrar no condomínio onde encontrou o outro suspeito. 

Moro pede que PGR se junte a PF no caso. Marcelo Camargo/Agência Brasil 

A Globo noticiou nesta terça-feira (29/20) que Élcio de Queiroz, um dos suspeitos da morte de Marielle, entrou no condomínio onde morava Ronie Lessa com a autorização de Bolsonaro. Isso teria sido no dia 14 de março de 2018, horas antes do assassinato. Acusado de fazer os disparos, Lessa morava no mesmo condomínio que o atual presidente da República. 

Neste dia, Jair Bolsonaro estava em Brasília e votou em sessões da Câmara, pois ainda era deputado federal. 

Moro vê "inconsistência no depoimento do porteiro" e acredita que pode se tratar de erro de investigação ou tentativa de envolver o nome do presidente no crime. Esses atos configuram crime de obstrução à Justiça, falso testemunho e denunciação caluniosa do presidente, o que atrai competência da Justiça Federal e da Polícia Federal. 

O ministro da Justiça pede ao procurador-geral da República, Augusto Aras, que MPF e PF passem a atuar juntos na investigação do caso. 

Clique aqui para ler o pedido. 

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 30 de outubro de 2019, 12h06

Comentários de leitores

5 comentários

A armação não se sustentou por 24h

Paulo H. (Advogado Autônomo)

O então deputado Bolsonaro estava em Brasília naquele dia e os áudios das gravações da portaria desmentem o porteiro.
Agora é questão de descobrir se o porteiro armou essa sozinho - o que é tão provável quanto uma invasão de ETs de Varginha - ou se foi manipulado por alguém.
Só espero que a Justiça não "reconheça a insanidade" do porteiro, como fez com Adélio.

O próprio veneno

olhovivo (Outros)

Moro e MPF, que na certa vão com tudo pra cima do porteiro, estão experimentando do próprio veneno. Vazamento ilegal (não confundir com o legal direito de informar da imprensa) visando à condenação só com a mera notícia pela imprensa, destruição (ou no mínimo sério abalo) da reputação alheia, inconsequências quanto a danos à economia, entre outras safadezas praticadas pelos responsáveis pela condução de inquéritos e processos.

Advogado

André Pinheiro (Advogado Autônomo - Tributária)

Não é todo dia que se tem um advogado juiz chefe da PF com Wifi da CIA, promotor, e que acredita em delação e provas ilegais deade que

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