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Depoimento do porteiro

No dia da morte de Marielle, suspeito foi a condomínio de Bolsonaro no Rio

Acusado de dirigir o carro que participou do atentado que matou a vereadora Marielle Franco (PSol) e seu motorista Anderson Gomes, Elcio Queiroz se encontrou com Ronnie Lessa no Condomínio Vivendas da Barra, o mesmo em que o presidente Jair Bolsonaro mora no Rio de Janeiro. A informação foi obtida com exclusividade pelo "Jornal Nacional", da TV Globo.

Caso Marielle pode ser analisado pelo STF
Reprodução/Facebook

A visita teria ocorrido em 14 de março de 2018, o mesmo dia do assassinato da vereadora. Na data, Elcio teria alegado que iria à casa de número 58. O porteiro ligou para autorizar a entrada, e a voz que o atendeu foi identificada por ele como sendo à do “seu Jair”.

O porteiro teria confirmado a informação em dois depoimentos.

A casa de número 58 pertence a Jair Bolsonaro, que também é dono da casa 36 no mesmo condomínio. Conforme o depoimento do porteiro, ele teria acompanhado a movimentação do carro pelas câmeras de segurança, e Elcio teria ido direito para casa 66, de Ronnie Lessa, e não para a do agora presidente.

Ainda conforme o depoimento do porteiro, ele teria ligado novamente para a casa 58 e que o homem identificado como “seu Jair” teria dito que sabia para onde Elcio estava indo.

Na data citada no depoimento do porteiro, o então deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) estava em Brasília. Como o nome do presidente foi citado, a lei obriga o Supremo Tribunal Federal a analisar a situação.

Outro lado
O advogado do presidente Jair Bolsonaro, Frederick Wassef, apontou inconsistências no depoimento do porteiro e afirmou que seria uma tentativa atacar o presidente.

"Eu nego isso. Isso é uma mentira. Deve ser um erro de digitação, alguma coisa. O Jair Bolsonaro, no dia 14 de março de 2018, encontrava-se em Brasília, na Câmara dos Deputados, inclusive existe o registro de entrada dele lá, com o dedo, e todas as demais provas."

"O presidente não conhece a pessoa de Elcio, e essa pessoa não conhece o presidente. Isso é uma mentira e uma farsa", disse à TV Globo.

Revista Consultor Jurídico, 29 de outubro de 2019, 22h25

Comentários de leitores

12 comentários

Correção tardia deste site

AC-RJ (Advogado Autônomo)

Este site, depois do meu comentário, inseriu tardiamente a versão contendo o outro lado da questão. Diminui, mas não elimina o seu erro motivado pelo engajamento político contra o Presidente Bolsonaro.

O outro lado da questão, omitido por este site

AC-RJ (Advogado Autônomo)

Como este site tem o péssimo vício de divulgar somente um lado da questão, o que é sempre contrário ao atual governo, segue abaixo um link contendo a outra versão dos fatos, muito mais consistente e fundamentada que a exposta pela Rede Globo:

https://www.youtube.com/watch?v=72Wv4QVuOLs

Professo Edson...

Pedro Lemos (Serventuário)

Caro professor, o Bolsonaro infelizmente não precisa de nenhuma ajuda para "ser exposto dessa maneira" em público. Ele mesmo já se expôs sozinho ao ridículo em diversas ocasiões. Para lembrar algumas: quando postou um vídeo pornográfico em sua conta do Twitter; quando homenageou um reconhecido torturador na Câmara; quando, em um palanque, disse que ia fuzilar seus adversários políticos; quando disse em um evento que o Estado é cristão e que as minorias têm que se curvar às maiorias; quando em um evento público disse que sua filha foi resultado de uma fraquejada e, por isso, veio mulher...

Essas são só as que eu lembro de cabeça, mas com certeza há muitas outras ocasiões em que o presidente da República, por si só, demonstrou que não tem a postura esperada de um chefe de Poder. Então não venha me dizer que noticiar algo assim poderia lançar uma mancha em sua reputação. Ele já a manchou bastante para começo de conversa.

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