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operação spoofing

Após audiência de custódia, Justiça mantém prisão de hackers detidos em operação

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Após ouvir os presos em audiência de custódia nesta terça-feira (30/7), o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, decidiu manter a prisão dos quatro investigados por suposto envolvimento na invasão de celulares de autoridades do país, incluindo o ministro da Justiça, Sergio Moro. 

Justiça mantém prisão dos quatro investigados por invasão a celulares.
Reprodução

Gustavo Santos, Suelen Priscilla de Oliveira, Danilo Marques e Walter Delgatti Neto, conhecido como Vermelho, vão continuar detidos até quinta-feira (1º/8), quando se encerra o prazo da prisão temporária, renovada na sexta-feira (26/7).

"É preciso verificar se motivos que fundamentaram minha decisão de prisão persistem. Vou indeferir por enquanto", afirmou o magistrado. 

Organização Criminosa
Os suspeitos foram presos pela Polícia Federal operação spoofing, expressão relativa a um tipo de falsificação tecnológica, que procura enganar uma rede ou uma pessoa, fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é.

Em nota, a Polícia Federal se limitou a informar que os suspeitos foram detidos em caráter temporário nas cidades de Araraquara, São Paulo e Ribeirão Preto e integram uma organização criminosa que pratica crimes cibernéticos.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 30 de julho de 2019, 15h38

Comentários de leitores

1 comentário

Por que os advogados ainda não impetraram HC?

Felipe Costa - Advogado Ceará (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Até o presente momento, não há notícia de que a defesa tenha impetrado habeas corpus contra a decisão do juiz que decretou a temporária. Por quê? O silêncio da defesa, no que diz respeito à utilização do remédio heróico, é ensurdecedor. Hoje, no Conjur, há um excelente artigo apontando a ilegalidade da prisão temporária, principalmente no que se refere à ausência dos crimes investigados no rol dos crimes que permitem a temporária.
Pois bem. A pergunta é: a defesa vai ou não impetrar o HC?

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