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"mal-entendido"

Moro agora diz ao STF que não mandou destruir provas obtidas com hackers

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou ao Supremo Tribunal Federal que não houve qualquer determinação administrativa para que fosse destruído o material colhido com hackers presos pela Polícia Federal no mês passado.

Moro afirma que não determinou destruição de provas de hackers.
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A manifestação foi enviada em ADPF ajuizada pelo PDT, pela qual o ministro Luiz Fux proibiu a destruição das provas. 

"Esclareço que este ministro da Justiça e Segurança Pública não exarou qualquer determinação ou orientação à Polícia Federal para destruição do material ou mesmo acerca de sua destinação, certo de que compete, em princípio, ao juiz do processo ou ao próprio Poder Judiciário decidir sobre a questão, oportunamente”, afirmou

Moro afirmou que não tem acesso ao inquérito policial, que tramita na 10ª Vara Criminal do Distrito Federal, e que compete ao Poder Judiciário a decisão sobre o destino do material. "A afirmação de que o material seria descartado foi apenas um mal-entendido quando à declaração sobre a “possível destinação” das mensagens, “considerando a natureza ilícita dele e as previsões legais”. 

Ação
No dia 25/7, Moro informou  que pretendia descartar mensagens apreendidas com suspeitos presos. Ele chegou a telefonar para o presidente do STJ para informá-lo sobre a determinação. Na ação, o PDT alega que haveria “perigo de dano irreversível, causando embaraço às investigações, à defesa dos investigados e à busca pela verdade real no processo penal que será instaurado após a conclusão do inquérito”.

Clique aqui para ler o ofício.
ADPF 605

 é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 8 de agosto de 2019, 13h59

Comentários de leitores

11 comentários

Nada de links. Nada de provas. Nada de nada.

Paulo H. (Advogado Assalariado - Administrativa)

E assim fica o registro de mais uma imputação infundada contra o agora Ministro Moro. É uma vergonha.

Conjur a serviço de quem?

Péricles (Bacharel)

Claramente o CONJUR pertence e presta serviço a algum grupo de pessoas envolvidas nos esquemas da lavajato!
Publica matéria sem provas e tem lado!
Eu não tenho mais dúvidas quanto a isso.
Lamentável que os fins justifiquem os meios para uma parcela de advogados. Roubar sempre, condenar nunca!

Comentário

Afonso de Souza (Outros)

Chega a impressionar, mas não deixa de ser revelador, o ódio que nutrem pelo Moro.
Acho que tem relação com o que disse o ministro Luís Roberto Barroso, comentando as mensagens vazadas da Lava Jato: "é difícil entender a euforia que tomou muitos setores da sociedade diante dessa fofocada produzida por criminosos".

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