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Presidente da fita

Temer desiste de pedir suspensão de inquérito contra ele no Supremo

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O presidente Michel Temer mudou sua estratégia de defesa no inquérito a que responde no Supremo Tribunal Federal, baseado na delação premiada do dono da JBS, Joesley Batista. Ao contrário do que havia pedido inicialmente, o chefe do Executivo não quer mais que seja julgada a suspensão do inquérito pelo Plenário da corte.

Perícia contratada por Temer encontrou 70 pontos obscuros em gravações, diz defesa.
Reprodução

A alegação do advogado Antônio Cláudio Mariz, em petição protocolada nesta segunda-feira (22/5), é que a defesa já foi atendida com a determinação do relator do caso, ministro Edson Fachin, de levar os áudios do diálogo entre Temer e o empresário à perícia da Polícia Federal.

“À luz dessa determinação e do novo contexto fático por ela criado, a defesa avalia estar satisfatoriamente atendido seu pleito. A suspensão requerida dizia respeito apenas à necessidade de se priorizar a perícia”, afirma Mariz.

O advogado Gustavo Guedes e o subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha, estiveram nesta segunda no Supremo para comunicar a decisão de Temer a Fachin.

Isso aconteceu pouco depois de a presidente da corte, ministra Cármen Lúcia, ter decidido, em despacho, que o caso só iria ao Plenário depois do fim da perícia da PF. A corporação já está analisando os áudios, mas o aparelho usado para fazer as gravações está nos Estados Unidos e deve chegar amanhã ao Brasil.

Ao fim da perícia, a defesa de Temer e a procuradoria-geral da República serão notificados e terão 24 horas para se manifestar. Caberá ao relator e a presidente da Corte decidir se o caso ainda vai a Plenário. Mariz não quer que isso aconteça: “Desta forma, a necessidade de apreciação do pedido de suspensão do inquérito, salvo melhor juízo, por falta de interesse processual”, diz.

Guedes também disse que foi contratado um perito particular e que o resultado da análise da gravação será incluído na defesa de Temer. “Contratamos uma perícia no fim de semana, que verificou que não havia 50 pontos de obscuridade no material, mas, sim, 70. Nós fizemos agora um pedido dizendo o seguinte: como temos o resultado de um trabalho que a gente confia, agora queremos que esse inquérito se ultime o quanto antes”, afirmou. 

Clique aqui para ler a petição protocolada hoje pela defesa de Temer.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 22 de maio de 2017, 18h07

Comentários de leitores

2 comentários

Sinceridade

João da Silva Sauro (Outros)

De fato, quem houve a gravação percebe silencios abruptos, que parecem cortes, mas podem ser decorrentes do método clandestino de gravação.
Por outro lado, é de se estranhar que o delator teria tamanho descuido, já que imaginaria o futuro escrutínio sobre a gravação, já que não é leigo e conta com diversos advogados, e como vimos, até mesmo procurador encarregado de investiga-lo em sua equipe. Ademais, não se revelou conteúdo absolutamente contundente, mas apenas inferências e indicações secundárias, logo não se tem plausibilidade em pensar que houve uma armação apenas para conseguir estes trechos que nem tão incriminadores são

Ingênuos x espertalhão

olhovivo (Outros)

O perito em fonética Ricardo Molina acabou de periciar a gravação e concluiu que ela é imprestável como prova, haja vista as várias edições e demais pechas que até um leigo constataria. Disse que a procuradoria foi ingênua (o espertalhão, no caso, foi o corruptor mor da JBS).
No primeiro dia da publicação das conversas, vários "juristas", entre eles JOAQUIM BARBOSA, o "jurista mor" da massa ignara, apressaram-se em condenar o presidente sem a perícia e antes mesmo de iniciado o inquérito. A esses "juristas" cairia como uma luva a admoestação do rei Juan: "por que não te calas!"

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