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Contratação direta

Carrefour Brasil anuncia que não vai mais terceirizar a segurança

O Carrefour Brasil anunciou nesta sexta-feira (4/12) que vai interromper a contratação de serviços terceirizados de segurança e irá contratar profissionais próprios para atuar em suas lojas.

O processo de mudança terá início em dez dias e começará pelos hipermercados do Rio Grande do Sul, segundo comunicado do grupo.

Em 19 de novembro, João Alberto Silveira Freitas, 40, um homem negro, morreu após ser espancado e asfixiado por seguranças terceirizados de uma unidade da rede em Porto Alegre.

Também sexta (4/12), a Brigada Militar do Rio Grande do Sul desligou o policial temporário preso pela morte de Freitas. Ele fazia "bico" de segurança no local.

A sugestão para a internalização dos serviços de segurança partiu do Comitê Externo e Independente, uma iniciativa independente criada para assessorar o Carrefour Brasil após a morte de Freitas.

O Carrefour disse ainda que o processo de seleção levará em conta a representatividade da população brasileira, que conta com 50% de mulheres e 56% de negros.

O hipermercado afirmou que a data de admissão dos novos colaboradores está prevista para o dia 14 de dezembro nas lojas Carrefour da região.




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Revista Consultor Jurídico, 4 de dezembro de 2020, 19h33

Comentários de leitores

1 comentário

Lamentável o episodio

ielrednav (Outros)

Vale aqui lembrar um velho ditado popular " Não adianta fechar as portas depois de roubado " vale dizer também que seguranças tem que ter experiências em abordagem , de respeito não agir sem antes ter uma comprovação dos fatos .Deve levar em conta que mesmo ordem de gerencia deve ser feita com cautela e, não envolvem agressões físicas ,sempre conversar com o interlocutor sem chegar ao extremo ninguém bate no outro sem que haja o motivo o segurança deve ter ofendido a vitima antes e por isso levou o soco , no que depois causou as agressões que o levaram a morrer . Pura e total despreparação deles e da mulher participando sem que pedisse para deixa-lo em paz ao contrario incentivou as agressões . Agora o Carrefour toma providencias que deveriam ser feitas antes mesmo com seguranças terceirizados .

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