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Surto anticorrupção

Procurador-Geral da Fazenda se diz surpreso com ataque no TRF-3

O procurador-Geral da Fazenda Nacional, José Levi Mello do Amaral Júnior, esteve nesta sexta-feira (4/10) na audiência de custódia de Matheus Carneiro Assunção, preso em flagrante ao esfaquear um dia antes a juíza Louise Filgueira, no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, na avenida Paulista.

Ato em frente ao TRF-3, na avenida Paulista
ConJur

No começa desta noite, divulgou uma nota em que rasgou elogios ao procurador, que agora está na unidade psiquiátrica da Penitenciária de Taubaté, no interior do estado. Também prestou solidariedade à juíza esfaqueada.

Leia a nota:

Colegas,
Desde ontem acompanho, com profunda tristeza, a prisão do Procurador da Fazenda Nacional Matheus Carneiro Assunção em razão de ato praticado em face de juíza Federal convocada no Egrégio TRF da 3ª Região, Dra. Louise Filgueiras.
Viajei nesta sexta-feira para São Paulo no intuito de acompanhar audiência de custódia às 14h no Fórum Criminal da Justiça Federal em São Paulo, e para ter audiência com a Exma. Sra. Desembargadora Federal Therezinha Cazerta, Presidente do Egrégio TRF da 3ª Região, às 15h.
Estaria comigo, em ambas as agendas, a Dra. Catheriny Baccaro Nonato.
Em razão de atraso na audiência de custódia, dividimo-nos: a Procuradora Regional aguardou a audiência de custódia enquanto cumpri a agenda das 15h.
Nessa esteve comigo o Dr. Vinicius Torquetti, Procurador-Geral da União.
A conversa foi extremamente cordata e com rigorosa compreensão recíproca acerca do ocorrido.
A seguir, tive notícia de como foi a audiência de custódia com os seus respectivos desdobramentos já noticiados na imprensa.
Permitam-me, Colegas, expressar a minha dor pessoal. Conheço, há quase dez anos o Dr. Matheus. Convivi com ele na PRFN-3 por quase três anos.
Acompanhei parte da brilhante trajetória acadêmica dele. Em suma: um convívio marcado por boas lembranças, sem nada que apontasse para os fatos de ontem.
A nossa solidariedade com a Magistrada atacada é irrestrita. A nossa atenção solidária com o Dr. Matheus e família também é plena.
O nosso respeito ao Poder Judiciário é absoluto. O momento é de acompanhar os desdobramentos, com compreensão acerca da questão humana de lado a lado.
Seguirei cumprindo o dever de informar com a brevidade possível.
Com o meu mais cordial e sentido abraço,
José Levi Mello do Amaral Júnior
Procurador-Geral da Fazenda Nacional

Revista Consultor Jurídico, 4 de outubro de 2019, 20h33

Comentários de leitores

3 comentários

Acredite SE quiser

MIA (Serventuário)

Matheus esteve no Congresso das 9:00 às 18:40, passou o dia todo com inúmeras autoridades (incluindo muitos desembargadores, Ministro do STJ, Ministros da CGU, do TCU, MPF, presidente do TRF3, da AJUFE, ...) e tudo transcorreu na mais perfeita ordem - todos viram que ELE SE PORTOU PERFEITAMENTE BEM.
Aí, terminado o Congresso, do nada, ele ficou alterado e esfaqueou pessoa aleatória ?
A segurança terceirizada teria visto o AGU alterado, falando frases desconexas e não fez nada ?
Ah ! Então tá.

"Vida-análise"

Walter R Filho (Advogado Sócio de Escritório - Administrativa)

Em psicanálise ...vcs já sabem pois leram acima. Mas em "vida-análise" (vida real) isso se chama simplesmente "tentativa de homicídio". Ainda mais quando todos que conhecem o dito procurador e dizem que é uma pessoa normal e que surpreendeu a todos. Seria esse o perfil de um desequilibrado, ou, justamente de uma pessoa normal na hora que comete um crime? O desequilibrado tem história assim, tem fatos anteriores conhecidos que assim o qualificam. Ora, se assim não fosse, todos os assassinos seriam desequilibrados e, portanto, sob a proteção da Lei e não apenáveis.
Como disse, na "vida-análise", ou seja, na vida real essa situação revela nada mais nada menos que uma tentativa de homicídio. Mas como dizem sempre por aí, não cabe a nós, reles mortais julgarmos, e sim ao Judiciário. Vamos ver como a Justiça se posicionará a respeito.

Psicanálise

Carlos (Advogado Sócio de Escritório)

Em psicanálise, este ato pode ser classificado em diversos acometimentos mentais, precisando de uma avaliação mais aprofundada. O que sei, é que houve com o procurador, tão conceituado pelos seus pares, o que nós chamamos em psicanálise (estudo psicanálise), deslocamento de recalques do inconsciente para o consciente. Provavelmente, nem o procurador saberá a razão de ter agido com tamanha brutalidade contra a magistrada.

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