Consultor Jurídico

Notícias

"Colaboração Caluniosa"

Irmã de Lucio Funaro pede que PGR investigue Joesley Batista

Por 

A advogada Roberta Funaro, irmã de Lucio Funaro, entrou com uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República contra Joesley Batista por suposto crime de colaboração caluniosa. 

Irmã de Lucio Funaro pede que PGR investigue Joesley Batista

Roberta foi presa no dia 18 de maio de 2017 durante uma investigação que resultou da delação do dono da JBS. Roberta é acusada, e chegou a ser filmada, de receber R$ 400 mil de executivos da JBS como forma de silenciar seu irmão, também delator da Lava-Jato e, então, preso.

O pedido se baseia em decisão recente da Justiça Federal, que beneficiou Michel Temer. Os advogados de Roberta pedem que a PGR apure novamente os fatos, "com a eventual responsabilização, no âmbito penal e extrapenal, de Joesley".

Na notícia-crime, os advogados de Roberta relatam que a advogada foi presa foi presa pela Polícia Federal depois de uma "colaboração mentirosa" de Joesley. 

"Ao contrário do afirmado por Joesley, o dinheiro recebido por Roberta não se dava pela compra do silêncio de seu irmão, mas dizia respeito a uma divida legal, judicializada de um contrato de R$ 100 milhões que seu irmão tinha com a J&F, controladora do grupo JBS, para mediar a briga societária que o grupo estava travando com a família Bertin", diz a defesa, representada pelos advogados Valber Melo, Filipe Maia e Antonio Figueiredo Bastos

Segundo a ação, ao assim agir, Joesley praticou o crime do artigo 19, da Lei 12.850/2013, porque, "mesmo sabendo que os valores que ensejaram a prisão da noticiante eram legítimos, deu-lhes tonalidade criminosa, ao argumento de que seria um 'mensalinho' para comprar o silencio de Lucio Funaro". 

Ao final, os advogados de Roberta solicitaram à PGR que apure a conduta de Joesley Batista de imputar crimes que não ocorreram e ainda, superdimensionar fatos com o objetivo de potencializar os prêmios legais da lei de colaboração.

Clique aqui para ler a ação. 

 é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 13 de novembro de 2019, 15h36

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 21/11/2019.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.