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"Fatos complexos"

Gilmar vota para que Lula fique em liberdade até STF julgar suspeição de Moro

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, sugeriu que o ex-presidente Lula fique solto até que o tribunal julgue um Habeas Corpus em que ele alega a suspeição do ex-juiz Sergio Moro, que o condenou. A proposta do ministro, feita nesta terça-feira 25/6), é para que o ex-presidente não seja prejudicado pela demora do Judiciário em avaliar seus pedidos, baseado em "sete fatos muito complexos", segundo ele.

Nem mesmo PGR tem certeza sobre como se posicionar em relação à alegação de suspeição de Moro, afirma Gilmar. Por isso, o mais prudente seria mandar soltar o ex-presidente Lula para analisar o mérito da alegação de parcialidade, defende
Nelson Jr. / SCO STF

A sessão da 2ª Turma desta terça é a última do semestre, e o ministro Gilmar informou que ainda não terminou de avaliar a alegação de suspeição. Os ministros Luiz Edson Fachin, relator, e Cármen Lúcia já votaram contra o pedido da defesa, mas Gilmar pediu vista.

O ministro ainda não concluiu sobre a suspeição de Moro. Ele defende que isso seja analisado com mais profundidade posteriormente. Por isso é a favor da liberdade provisória, conforme havia proposto no início da tarde desta terça.

Segundo Gilmar, nem mesmo a Procuradoria-Geral da República está certa sobre como se posicionar quanto à suspeição de Moro. "Na manifestação da PGR, com a sobriedade que marca os posicionamentos de Raquel Dodge, ela diz ‘eu estou em dúvida com relação à isenção do juiz", afirma Gilmar

No HC, a defesa do ex-presidente Lula, feita pelo advogado Cristiano Zanin Martins, afirma que Moro, hoje ministro da Justiça, não foi imparcial na condução das investigações, da ação penal e na condenação do ex-presidente. De acordo com Zanin, Moro deu início ao processo e se envolveu pessoalmente com ele porque queria ver o ex-presidente preso e fora das eleições de 2018.

Além de Gilmar, ainda faltam votar os ministros Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 25 de junho de 2019, 18h52

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