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Moro na Câmara

Moro se defende e diz que não pode ser acusado de prevaricação

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"A "lava jato" atingiu praticamente todos os partidos políticos, em menor ou maior grau. Me acusar de ter prevaricado? Foi exatamente o contrário", defendeu, nesta terça-feira (2/7), o ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro, em audiência na Câmara dos Deputados. 

Não podem me acusar de prevaricação, se defende Moro.
Felipe Lampe/Iasp

"Foram muitas tentativas de destruir a reputação dos envolvidos. Não foi um trabalho trivial, foi muito intenso, o resultado final é reconhecido não só no Brasil mas internacionalmente. Afirmar que eu protegi a corrupção, é exatamente o contrário. Isso não corresponde aos fatos", disse Moro. 

Moro reiterou que o material e as mensagens não existem mais e que ele não consegue se lembrar de mensagens enviadas há dois ou três anos. Depois de afirmar isso, Moro foi interrompido por deputados que questionam o teor de sua fala. 

Os deputados querem esclarecimentos sobre o conteúdo revelado pelo site The Intercept Brasil, que apresentou mensagens trocadas entre o Moro, então juiz federal, e procuradores da operação.

Esperando Resposta
O deputado Helder Salomão (PT-ES) tem feito críticas duras ao ministro. "Sergio Moro, a sociedade brasileira espera resposta". 

A deputada Professora Marcivânia (PCdoB-AP) afirmou que se a autenticidade dos diálogos com a força-tarefa da "lava jato" se confirmar, Moro "colocou a pó o código da magistratura nacional". "Dos 37 artigos, violou 18". Ela citou um por um. 

"São suspeitas graves. Estão em jogo aqui a legitimidade e a equidade de nossas instituições e da luta contra a corrupção. O que nos interessa é se as informações que lhe dizem respeito são verdadeiras ou não. Esses diálogos aconteceram? Esses grupos existiram ou não? Não se trata de respostas simples do tipo 'sim' ou 'não'. Que fatos nos traz que corroboram suas respostas"?, questiona.  

O deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA) diz que não deve combater um crime com outro. "Nesse caso, parece que quem mais prejudicou a Lava Jato foi sua atuação um tanto quanto açodada."

 é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 2 de julho de 2019, 16h06

Comentários de leitores

2 comentários

Radicalismo político do conjur

AC-RJ (Advogado Autônomo)

A matéria está grosseiramente distorcida. Este site é o único que sustenta que as mensagens obtidas clandestinamente pelo site Intercept são verdadeiras, mesmo sem prova alguma. Por outro lado, há vários sites que informam que as mensagens clandestinas foram distorcidas, mas ao contrário do Conjur, exibindo as provas do que afirmam. Além disto, mais uma vez a imparcialidade foi desprezada na matéria. Foram entrevistados três parlamentares, todos de oposição ao atual governo! Por que também não se entrevistou nenhum outro, nem um sequer, de apoio ao governo, para que os leitores pudessem ver os dois pontos de vista sobre o assunto?

Alcorão

Eduscorio (Consultor)

Os deputados de oposição inquiridores do insigne Sergio Moro promoveram uma depredação fanática do preclaro inquirido, estilo Alcorão. O triste espetáculo circense que promoveram com o fito de alvejar a atuação do ex-magistrado foi tão hipócrita quanto anti-democrática. é o resultado da tal imunidade parlamentar, que neste caso serviu mais à psicopatia anti-Moro do que à democracia, esta que foi ferozmente vilipendiada pelo radicalismo de uma esquerda derrotada nas urnas. Queriam os deputados inquiridores realizar uma revisão tipo "tapetão" para se vingar do recado das urnas. Lamentável linchamento de uma reputação das mais indômitas do Judiciário nacional. Pérfida tentativa de revanche parlamentar, que só atende às idolatrias do presidiário ilustre.

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