Consultor Jurídico

Entrevistas

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Advocacia 2018

Inserção no mercado de trabalho é gargalo da advocacia, diz presidente da OAB-AM

Por 

A inserção no mercado de trabalho é o maior problema enfrentado pelos advogados no Amazonas, segundo o presidente da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no estado, Marco Aurélio Choy.

Câmara Municipal de Manaus

"Mesmo com um exame de Ordem bastante rigoroso, muitos profissionais entram para os quadros da OAB todos os anos e isso resulta numa dificuldade muito grande de se posicionar dentro do mercado", explica.

Sobre o impacto da reforma trabalhista nas bancas, Choy prega cautela, principalmente porque a lei é muito recente. Mas ele alerta que é preciso monitorar as mudanças que virão, pois o filão trabalhista "responde pela fatia mais significante do mercado de trabalho da advocacia amazonense".

Leia a entrevista:

ConJur — Quais são os principais gargalos da advocacia em seu estado?
Marco Aurélio Choy —
Os desafios de inserção no mercado de trabalho do crescente número de advogados. Mesmo com um exame de Ordem bastante rigoroso, muitos profissionais entram para os quadros da OAB todos os anos e isso resulta numa dificuldade muito grande de se posicionar dentro do mercado.

ConJur — Quais os efeitos da reforma trabalhista para os escritórios de advocacia?
Marco Aurélio Choy —
Ainda estamos avaliando. Os números apontam uma redução do número de ações trabalhistas, mas ainda não se sabe se foi um excesso de processos movidos no fim da vigência da antiga regra. Mas essa mudança deve ser monitorada porque a advocacia trabalhista responde pela fatia mais significante do mercado de trabalho da advocacia amazonense.

ConJur — O Ministério Público do Trabalho tem competência para ir a bancas fiscalizar se a figura do associado não está sendo usada para maquiar a relação de emprego?
Marco Aurélio Choy —
Não. Inclusive, a OAB do Amazonas teve uma interlocução direta com o Ministério Público do Trabalho e conseguiu equacionar essa situação.

ConJur — O que o senhor acha da investigação do Cade sobre a tabela de honorários da Ordem?
Marco Aurélio Choy —
Isso é um absurdo. O Cade tem muitas outras preocupações relacionadas à defesa econômica para analisar o mercado profissional da advocacia.

***

Esta entrevista integra uma série de conversas com os presidentes das seccionais da OAB. Leia as que já foram publicadas:
Marcos Vinícius Jardim (OAB-AC)

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 2 de janeiro de 2018, 9h30

Comentários de leitores

2 comentários

Reforma trabalhista

O IDEÓLOGO (Outros)

O Presidente da OAB-AM diz que as ações trabalhistas representam um filão importante para a advocacia. Mas, a OAB Federal não atacou, de forma conveniente, a REFORMA, permanecendo em mero estado de reclamação, sem ações concretas.

Pelo fim do trabalho análogo a de escravos, OAB

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA (Administrador)

Por Vasco Vasconcelos, escritor e jurista. OAB não tem interesse em melhorar o ensino jurídico. Só tem olhos p/ os bolsos dos seus cativos. Tx concurso p/ adv. da OAB/ DF apenas R$ 75, taxa do pernicioso jabuti de ouro, o caça-níqueis exame da OAB, pasme R$ 260,(um assalto ao bolso). Estima-se que nos últimos 21 anos OAB abocanhou extorquindo com altas taxas de inscrições e reprovações em massa cerca de quase 1.0 BILHÃO DE REAIS. Todo mundo sabe como funciona o enlameado Congresso Nacional. Assim fica difícil extirpar esse câncer a máquina de triturar sonhos e diplomas. Trabalho análogo à condição de escravo. O Egrégio STF ao julgar o INQUÉRITO 3.412 AL, dispondo sobre REDUÇÃO A CONDIÇÃO ANÁLOGA A DE ESCRAVO. ESCRAVIDÃO MODERNA, explicitou com muita sapiência (…) “Para configuração do crime do art. 149 do Código Penal, não é necessário que se prove a coação física da liberdade de ir e vir ou mesmo o cerceamento da liberdade de locomoção, bastando a submissão da vítima “a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva” ou “a condições degradantes de trabalho”, (...) A “escravidão moderna” é mais sutil do que a do século XIX e o cerceamento da liberdade pode decorrer de diversos constrangimentos econômicos e não necessariamente físicos. Priva-se alguém de sua liberdade e de sua dignidade tratando-o como coisa e não como pessoa humana, o que pode ser feito não só mediante coação, mas também pela violação intensa e persistente de seus direitos básicos, inclusive do direito ao trabalho digno. A violação do direito ao trabalho digno impacta a capacidade da vítima de realizar escolhas segundo a sua livre determinação. Isso também significa “reduzir alguém a condição análoga à de escravo" . Já não escravos. Mas irmãos. Papa Francisco.

Comentários encerrados em 10/01/2018.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.