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Valorização da política

É preciso valorizar todo o Judiciário, não só "lava jato", diz deputado do RJ

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Com a operação “lava jato”, brasileiros passaram a aplaudir magistrados que condenam corruptos – especialmente por mostrarem à população que a impunidade estava acabando. Contudo, essa não é a única parte da Justiça que funciona no país. E chegou o momento de valorizar o Judiciário como um todo – especialmente as cortes superiores, que asseguram o cumprimento da Constituição.

Bruno de LimaDeputado disse que é chegada a hora de "recuperar a autoestima" dos parlamentares,

Essa é a opinião do deputado estadual do Rio de Janeiro Rodrigo Amorim (PSL). Ele participou, nessa sexta-feira (14/12), do seminário “Perspectivas brasileiras para 2019 — A reorganização do cenário nacional e seus novos protagonistas”, promovido no Rio de Janeiro pelo jornal O Globo e pela revista Consultor Jurídico.

Devido à burocracia, à corrupção e à crise institucional, a política ficou judicializada, e a Justiça, politizada, apontou o parlamentar. Mas chegou a hora de acabar com o protagonismo do Judiciário e “recuperar a autoestima” dos parlamentares, avaliou. A vitória do “bolsonarismo” nas eleições de 2018, disse, é uma indicação de que os brasileiros estão voltando a confiar nos políticos.

Para que o Brasil e o Rio de Janeiro voltem a crescer, porém, é preciso que a sociedade se concentre nos problemas que realmente afetam a vida das pessoas. Amorim deu um exemplo do que considera um debate improdutivo.

“Ao longo dos últimos 30 anos, passamos a ter um debate ideológico muito pouco requintado. Em um país em que morrem 60 mil pessoas por ano, passou a haver a temática de sua opção sexual. No debate da prefeitura do Rio 20016, houve ocasião em que ficamos discutindo por mais de uma hora se, em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, haveria parada gay com financiamento público”.

Segundo o deputado estadual, a União e o Rio de Janeiro precisam gastar menos do que arrecadam e usar os recursos com eficiência. Nesse sentido, o parlamentar defendeu reformas da Previdência e tributária.

Ele também é partidário de um enfrentamento “de forma veemente” à criminalidade. Isso seria feito pelo fortalecimento da polícia e dando retaguarda jurídica para as ações dos agentes de segurança. Outras medidas necessárias, a seu ver, são mudanças na legislação federal e a manutenção de decisões pelo Judiciário.

No Rio, Amorim ressaltou ser preciso acabar com “uma Alerj imperialista e complacente com o Executivo”. A Casa, em sua visão, deve fiscalizar com rigor o Executivo fluminense e contribuir com o desenvolvimento do estado.

E esse processo de mudança tem que chegar à prefeitura do Rio em 2020, disse Rodrigo Amorim. “Temos a pior prefeitura dos últimos tempos”, criticou.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico no Rio de Janeiro.

Revista Consultor Jurídico, 14 de dezembro de 2018, 11h34

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