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Plano de segurança

848 juízes de São Paulo terão "botão secreto" para filmar gabinetes

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O Tribunal de Justiça de São Paulo promete dar início, dentro de alguns dias, a uma experiência com 848 juízes para evitar situações de risco: eles terão câmeras nos gabinetes e, se sentirem necessidade, vão ligá-las por meio de um botão secreto.

A iniciativa terá início em 492 varas, o que representa 32,8% de todas as existentes no estado. O número de participantes equivale a 33% do total de juízes que atuam em São Paulo. O critério de escolha para a instalação do sistema, nessa primeira fase, é o de unidades de primeira instância com grande fluxo de pessoas e ainda sem sistemas independentes instalados.

"Botão do pânico" será entregue a 848 juízes.
Divulgação/ TJ-SP

Os primeiros locais selecionados foram os fóruns do Butantã, na capital paulista, e de Santos. Foi no primeiro prédio que, em 2016, um homem rendeu a juíza Tatiane Moreira Lima e ameaçou incendiá-la, antes de audiência na Vara de Violência Doméstica.

Além desse caso emblemático, o TJ-SP diz que são constantes as ameaças a magistrados no exercício da judicatura, o que torna necessário o reforço na segurança. Ainda segundo a corte, edifícios que abrigam gabinetes de desembargadores já contam com sistemas próprios de segurança.

Após ataque a juíza, em 2016, Fórum do Butantã passará a contar com câmeras em gabinetes.
Gedeão Dias/ TJ-SP

Chamado de “botão do pânico” pelo Tribunal de Justiça, o dispositivo será acompanhado pelo Centro Integrado de Monitoramento, inaugurado na quinta-feira (14/12) na região central de São Paulo. Quando um juiz disparar o botão, ligará a câmera de segurança do gabinete e permitirá que um operador veja o que está acontecendo na sala, acionando procedimentos de segurança.

O juiz Valdir Pompêo Marinho, assessor da Presidência e integrante da Comissão de Segurança Pessoal e de Defesa das Prerrogativas dos Magistrados, afirma que a privacidade dos envolvidos está garantida, pois o monitoramento por vídeo só é ativado se os juízes quiserem.

Além do dispositivo, o novo centro inclui controles de acesso e permanência em prédios forenses, alarmes de intrusão e softwares de inteligência artificial. O projeto tem custo total de R$ 75,8 milhões, de acordo com o tribunal.

Presidente do TJ-SP, Paulo Dimas Mascaretti, visita Centro Integrado de Monitoramento.
Divulgação/ TJ-SP

Em 2017, o TJ-SP também começou a instalar scanners (raio-X) para inspecionar bolsas, mochilas e outros pertences de quem entra no Palácio da Justiça e em todos os fóruns da capital (Complexo Judiciário Ministro Mário Guimarães, na Barra Funda; Fórum João Mendes, Fórum Hely Lopes Meirelles, Foro Regional de Santana e Foro Regional de Santo Amaro). A medida deve ser estendida para 51 prédios do estado.

Depois de dois grandes roubos de armas em fóruns, a corte anunciou em julho que nenhum de seus prédios guarda mais armamentos. Foram removidas quase 20 mil armas vinculadas a processos.

 é repórter do Anuário da Justiça.

Revista Consultor Jurídico, 16 de dezembro de 2017, 8h25

Comentários de leitores

1 comentário

A atuação da criminalidade

O IDEÓLOGO (Outros)

O país, com a Democracia, piorou, sensivelmente, na matéria referente à segurança patrimonial e pessoal.
Ficaram mais visíveis as contradições sociais. Porém, revelou o caráter do povão, como disse o filósofo Pondé, interesseiro e violento.
Mesmo na época do Presidente Lula, com expansão do consumo, os níveis de criminalidade mantiveram-se altos. Então, não é a Economia com influência na pobreza, um fator determinante que proporciona a violência; é o caráter do brasileiro, sempre propenso a dar "um golpe" em seu semelhante, a prejudicá-lo, a extrair vantagens indevidas.
A Democracia não está no DNA do brasileiro. Ele não tem cultura para exercê-la. E o pior. Passou a atingir advogados, juízes, promotores, vereadores.
Leiam a seguinte notícia: "Um advogado foi morto após entrar com uma ação judicial contra uma mulher em Bandeirantes, no norte do Paraná, na tarde de quarta-feira (17). Conforme as investigações, o advogado foi morto porque entrou com uma ação judicial cobrando uma dívida de R$ 2,5 mil.
Segundo a Polícia Civil, o marido dessa mulher é o principal suspeito de ter cometido o crime. O homem não foi localizado pela polícia até as 9h desta quinta-feira (18)("http://g1.globo.com/pr/norte-noroeste/noticia/2016/02/advogado-e-assassinado-no-pr-apos-cobrar-divida-de-r-25-mil-na-justica.html).

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