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Paridade de armas

Ao contrário da imprensa, delatados não receberam depoimentos da Odebrecht

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Jornalistas de todo o país já receberam os HDs com os depoimentos dos executivos da construtora Odebrecht à operação "lava jato" na quarta-feira (13/4). As defesas dos citados nas delações, entretanto, ainda esperam autorização para ter acesso ao material. Advogados estão pedindo a jornalistas que pesquisem informações sobre seus clientes: são mais de cem implicados nos depoimentos e os HDs entregues têm 400 GB de informações.

 é editor da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 13 de abril de 2017, 14h02

Comentários de leitores

4 comentários

A imprensa teve o trabalho de ir aos tribunais

hugoflavio (Advogado Autônomo - Consumidor)

Se quiser cópia faça como os jornalistas, se dê ao trabalho de ir aos tribunais.

Fim da Justiça

Olympio B. dos S. Neto (Advogado Autônomo)

Daqui a alguns dias o Réu em processos de repercussão na imprensa não mais precisará se defender na Justiça, pois já será julgado pela mídia.
O interesse em se aparecer de muitos juízes e promotores esta jogando no lixo o princípio do contraditório e da ampla defesa, pois um réu, que tenha seu nome amplamente divulgado pela imprensa jamais será considerado inocente pois aqueles que analisaram o processo superficialmente e seletivamente já terão o julgado.
Quem, após ter seu nome amplamente divulgado pela imprensa por estar respondendo algum processo terá sua opinião ouvida caso seja inocentado milhares de anos depois após o trânsito em julgado de todos os recursos pertinentes a cada situação.

Paridade de armas com a imprensa

EDVAN NEGREIROS MENEZES (Outros)

A meu sentir isso pode ser tudo menos paridade de armas. Explico, as delações já foram homologadas e o MP (a outra parte) já teve conhecimento dos acordos. É óbvio que todas às vezes que trata-se de delações o Ministério Público pode ter acesso.

É o mesmo quer dizer que antes da ação penal deve os advogados se manifestarem em defesa de seu acusado. Nem sempre isso é possível, temos regras no Brasil relacionadas a isso.

Paridade de armas contra a mídia. A defesa precisa de opinião pública ou do processo!? Então vale mais a ideia de entender como os fatos chegaram na mídia do que a defesa técnica em si!

O livro ALIANÇA DO CRIME escrito por Dick Lehr e Gerard O'Neill é uma ferramenta excelente para afirmar como é o trabalho do jornalismo. Eles souberam primeiro do que a justiça sobre os crimes cometidos por Jonh Connolly. Quer dizer, ainda que sem processo judicial os jornalistas tinham e têm mecanismos sorrateiros para descobrir dados. E eles estão protegidos por direito constitucional ao segredo da fonte.

Agora, o vazamento é culpa do juiz, a culpa é do MP, a culpa é do Delegado. Mas, realmente, a quem interessa o vazamento das colaborações!?

Se falam tanto que o juiz age de forma irregular, por que não usam mecanismos contra ele? Ou será que não existe? Ou querem mudar a regra do jogo? Ou preferem que os jornalistas sejam obrigados a revelar à justiça a fonte de informação?

Sinceramente, isso inconcebível como regra do jogo. Paridade de armas com os jornalistas?

Assim, a defesa prova mais um vez que trabalha com argumentos processuais, o mérito continua intacto!

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