Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Falta de provas

Teori Zavascki arquiva inquérito contra Antonio Anastasia na "lava jato"

Por 

Antônio Anastasia [Reprodução]
Procuradoria-Geral da República já havia pedido o arquivamento de inquérito que envolve Antonio Anastasia.

O ministro Teori Zavascki, relator dos processos decorrente da operação "lava jato" no Supremo Tribunal Federal, determinou o arquivamento do inquérito que investiga ligação do senador e ex-governador de Minas Gerais Antonio Anastasia (PSDB) com a operação que investiga um esquema de corrupção na Petrobras.

"Acolho a manifestação do Ministério Público e defiro o arquivamento deste inquérito em relação ao senador Antônio Augusto Junho Anastasia", escreveu o ministro na decisão.

Em parecer enviado ao STF no dia 28 de agosto, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu o arquivamento por entender que não há provas suficientes para o prosseguimento do processo. 

A Polícia Federal pediu ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, para prosseguir a apuração porque teria encontrado novos indícios. Contudo, Janot novamente opinou pelo arquivamento por considerar  que esses indícios eram insuficientes.

Em seu perfil no Facebook, o senador comemorou a decisão: "Serenamente, confiei na Justiça. E agora ela acontece. Agradeço o apoio de todos. Sigo com meu trabalho no Senado com a mesma responsabilidade com que sempre conduzi minha vida". 

A abertura de inquérito foi baseada  em um depoimento do policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, investigado na "lava jato". Ele afirmou em depoimento à Polícia Federal que foi enviado a Belo Horizonte para entregar R$ 1 milhão, a pedido do doleiro Alberto Youssef, um dos delatores do esquema de corrupção. 

Segundo o agente, a entrega foi feita em uma casa da capital mineira, em 2010, a uma pessoa que não se identificou. De acordo com o policial, o doleiro disse que a entrega era para o então governador de Minas Gerais Anastasia.  Após a divulgação do depoimento, a defesa de Youssef enviou à Justiça Federal petição para negar que ele tenha ordenado o envio de dinheiro para o senador. 

Por determinação do juiz Sergio Moro, em outra ação da "lava jato", Jayme Alves foi afastado das funções de policial federal em novembro do ano passado. De acordo com as investigações, Jayme prestava serviços ao doleiro na entrega de remessas de dinheiro. Ele é réu em uma das ações penais da operação e não fez acordo de delação premiada. Com informações da Agência Brasil.

INQ 3.963

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 30 de outubro de 2015, 10h55

Comentários de leitores

1 comentário

Justiça Seletiva?

Thiago Zandoná (Psquiatra)

A justiça deve ser imparcial, independente de partido político, mas o que se vê é uma seletividade na condução de diligências e punições. Nesse sentido vale os seguintes questionamentos: Por que a mulher de Cunha não foi presa, apesar de provas robustas e consistentes, ao passo que a cunhada de Vaccari sofreu esta medida de maneira flagrantemente ilegal, sendo solta logo que se percebeu o engano absurdo que foi cometido? Por que a filha de Cunha, que também tem contas na Suíça, não foi presa? Por que o tesoureiro do PSDB, que recebeu dinheiro das mesmas empresas doadas ao PT, não foi preso? Por que Aécio Neves, que foi citado diversas vezes, não está sofrendo os mesmos assédios que outros vêm sofrendo? E o Cunha, nem se fala! Gostaria que o nosso ordenamento jurídico fosse mais coerente em suas decisões e punissem, respeitando sempre as garantias constitucionais, sem distinção de partidos ou ideologia, mas não consigo enxergar essa imparcialidade. Vejo o endurecimento obsessivo com membros de um partido e um afrouxamento e até escamoteamento, da mídia e da justiça, com membros de outro.

Comentários encerrados em 07/11/2015.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.