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Planejamento estratégico

Responsável por pesquisa da OAB quer entrar em chapa

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Uma boa proposta comercial transformou o que seria uma pesquisa para definir a chapa preferida para concorrer em uma polêmica de nível nacional. É o que afirma o advogado Henrique Crivelli Alvarez, de Bauru, que diz ter encomendado a pesquisa que mediu a taxa de aprovação dos presidentes das seccionais da OAB em todo  o Brasil e as intenções de voto para as próximas eleições da Ordem.

Segundo Alvarez, a intenção dele ao procurar o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) era decidir com qual dos pré-candidatos à presidência da seccional paulista da OAB formaria chapa. “Quando entrei em contato com o Ipespe, eles, como bons vendedores, fizeram uma boa oferta para que eu encomendasse a pesquisa em âmbito nacional e eu comprei”, diz ele. Nem advogado nem Ipespe revelam quanto custou a pesquisa.

O advogado conta que sempre participou da chamada política de Ordem, já tendo sido conselheiro seccional em São Paulo nas duas primeiras gestões de Luiz Flávio Borges D’Urso e com atuação na subseção da OAB de Bauru. Ele afirma que teve a ideia de encomendar a pesquisa por “já ter participado de muitas eleições — perdendo algumas e ganhando outras — e ter sentido a necessidade de avaliar o cenário antes de entrar de cabeça em alguma campanha”.

O banco de dados utilizado, alvo de investigações da OAB, foi do próprio instituto, explica Maurício Garcia, diretor de atendimento e planejamento do Ipespe. Segundo ele, dentro de um universo com milhares de nomes de advogados, que já fora utilizado para fazer outras pesquisas relacionadas a aprovação de gestão de seccionais da Ordem, foram sorteados os advogados que responderiam a esse levantamento — utilizando-se critérios estatísticos.

Cerca de 40 funcionários do Ipespe fizeram a pesquisa por um período entre 15 e 20 dias, nos quais ligavam para os advogados sorteados pelo sistema para aplicar o questionário, explica Garcia.

Os nomes de candidatos indicados nas pesquisas estimuladas sobre intenção de voto — motivo de reclamação de muitos advogados — foram entregues ao Ipespe por Alvarez. “Em São Paulo, indiquei as candidaturas que acho que vão seguir até o fim da corrida”, diz ele. Os nomes apontados nas outras subseções onde houve pesquisa estimulada foram “indicados por amigos”.

A indicação de nomes que não necessariamente os dos atuais pré-candidatos é uma coisa comum, afirma Maurício Garcia, para que, segundo ele, seja possível compreender as possibilidades em diferentes cenários.

A "inegável influência na formação da opinião pública” apontada na decisão da juíza Kathya Gomes Veloso, da 6ª Vara Cível de Recife, que obrigou o Ipespe a divulgar quem encomendou a pesquisa e sua metodologia, é questionada por Garcia. “Muito se fala sobre a influência de pesquisas de intenção de voto, mas há outras coisas que influenciam ainda mais, como a cobertura midiática e a divulgação de ideias dos candidatos”, afirma.

A preocupação em estar infringindo a lei eleitoral, diz o diretor do Ipespe, não foi motivo de discussão durante a formulação da pesquisa. “Isso nunca passou na cabeça de ninguém aqui. Mesmo advogados com quem conversamos e o escritório que contratamos acharam essa questão a coisa mais absurda do mundo”, pontua. Em ação judicial, o presidente da seccional flumiunense, Wadih Damous, sustenta que as eleições da Ordem são regidas pela legislação eleitoral do país.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 14 de junho de 2012, 8h55

Comentários de leitores

6 comentários

“Sui generis”

Sersilva (Advogado Associado a Escritório - Administrativa)

Mui sui generis certas coisas na OAB, cada vez mais enigmática. Olha que o colega Pintar, com muita sutileza colocou o dedo na ferida, a questão d urso por alguns, da Ordem como negocio, como um trampolim. Larguem o osso. Deve-se deixar a honra de servir a categoria (um dever/direito) ser de fato aberto, democrático, sem interstícios inexplicáveis (reservas) que privilegiam os de sempre. Salve a Ordem!!!

Pintar ........

Último Papa (Outros)

Pintar é muito fácil descer a marreta, falar que a OAB está no buraco.
Que buraco?
Aponte concretamente o que está errado. Porém, aponte também a solução.
Já deixei escrito aqui não morrer de amores pelo D'Urso, nem querer o 4º mandato via indireta. Porém, que o D'Urso realizou uma grande gestão não resta dúvida. Só os extremistas e cabeças-dura não querem ver o obvio.
Ah, sim, já que vc se colocou na posição de comentarista de plantão do CONJUR, aceite as críticas. Não é vc que adora criticar?

Sempre não

Brecailo (Advogado Autônomo - Consumidor)

Esse tal Pintar é burro mesmo! Não tenho medo que você se candidate, como já disse outra vez, saia candidato se você possuir todos os requisitos de elegibilidade, pois, só sabe atirar pedra e não apresenta soluções e não quer ser vidraça. Não sou o único a responder aos seus comentários sem noção. Além de não saber interpretar é muito sem educação, até porque sou mais velho que você, pois nasci antes de 23 de julho de 1973, já que não sabe ter respeito, sou do tempo em que se respeita os mais velhos e também colei grau antes de 15 de dezembro de 2001. E como suspeitei você está inadimplente com a OAB, agora entendo manifestações.

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