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Comando de seccionais

OAB investiga vazamento de cadastro para pesquisa

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O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil instaurou procedimento para investigar como o Instituto de Pesquisas Sociais, Econômicas e Aplicadas (Ipespe) teve acesso ao cadastro de advogados para fazer a pesquisa sobre as eleições nas seccionais da Ordem. A pesquisa vem tirando o sono da oposição em alguns estados, e da situação em outros.

A pesquisa, noticiada pela ConJur, avaliou a aprovação da gestão dos presidentes da OAB nos estados e a intenção de voto nos possíveis candidatos às eleições que serão realizadas em agosto. O Conselho Federal da OAB quer saber quem contratou a pesquisa e, mais do que isso, como o banco de dados com o cadastro dos advogados brasileiros foi parar nas mãos do instituto.

O presidente da 3ª Câmara do Conselho Federal, Miguel Cançado, determinou que o departamento de informática seja auditado para saber se o cadastro saiu da OAB. Ele descarta a hipótese de que membros da diretoria tenham passado o cadastro a quem quer que seja.

Cançado também mandou oficiar o Ipespe para que informe como obteve o banco de dados dos advogados, e também a Fundação Getúlio Vargas que, como responsável pela aplicação do Exame de Ordem, tem os dados dos advogados que acabam de ingressar no mercado.

O diretor tesoureiro da OAB afirmou que já conversou com a FGV e que lhe foi garantido que nenhuma informação foi passada a terceiros por meio da Fundação. Por isso, ele diz que a OAB enviará o ofício para cumprir uma formalidade do processo administrativo. “Pretendemos apurar rapidamente porque o sigilo do banco de dados é importante e nos preocupa a divulgação de uma pesquisa eleitoral sem identificação do autor”, afirmou Miguel Cançado.

Há pouco mais de dez dias, o presidente da seccional fluminense da OAB, Wadih Damous, conseguiu, na Justiça estadual de Pernambuco, uma liminar que obriga o Ipespe, que tem sede no estado, a revelar quem encomendou pesquisa. A decisão também exige a divulgação dos dados e métodos de pesquisa exigidos pela Resolução 23.364 do Tribunal Superior Eleitoral.

 é editor da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 12 de junho de 2012, 18h09

Comentários de leitores

5 comentários

Banco de dados

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Na verdade, ao contrário do que afirma o Diaz Jr. (Professor), o banco de dados contendo as informações profissionais sobre os advogados NÃO está disponível na internet. O que há, de fato, é a possibilidade de pesquisa no cadastro, fornecendo-se o nome ou número da OAB do advocado, caso a caso, um a um. Para que alguém tenha acesso realmente a todo o banco de dados dos advogados deveria permanecer por meses digitando aleatoriamente nomes e números, e não creio que alguém tenha feito isso. O banco de dados, certamente, vou vazado, sabe-se lá por quem.

Vergonha

Bernardo1 (Advogado Assalariado - Financeiro)

O trabalho da OAB, Federal e da qual faço parte, a RS, é uma vergonha. Cobram um absurdo de anuidade e pouco fazem para defender a classe como um todo. Rasgam dinheiro aos montes, aqui no RS a OAB possui um prédio esqueleto, OK, vindo de outras gestões, há mais de 6 anos e não tentam vender ou se livrar do prédio. O máximo que fazer é ter as salas nos Foruns. Não há políticas de valorização do advogado, a OAB não briga com o Tribunal sobre as condições dos cartórios ou contra abusos dos Juizes e servidores. Meu contato com a OAB é mensal, quando pago o boleto. tanta coisa que podia ser feito pelos advogados, mas não há nada. Minha impressão é que se mete muito com política. Toma posições políticas quando deveria ser apartidária. E entra em discussões inúteis, por seu Presidente Federal ou da Seccionais.
Cada vez mais o advogado é mal visto na sociedade e pouco a OAB faz para mudar essa imagem. Muitos colegas agem de forma desonesta e pouco é feito contra isso.
Prega atos contra a corrupção, mas os advogados são os que mais fazem sacanagens.
Para perder a OAB que fazer muita sacagem. É um corporativismo complicado e que só tem manchado a cada dia a imagem da instituição e dos advogados.
Basta ver a notícia a própria notícia.
Se houve o vazamento e essas pessoas forem advogados, devem ser expulsos.

Banco de dados com cadastro dos advogados estão na Internet

Diaz Jr. (Professor)

"O Conselho Federal da OAB quer saber [...] como o banco de dados com o cadastro dos advogados brasileiros foi parar nas mãos do instituto".
Relação de advogados, com telefone e endereço profissinais estão nos próprios sites da OAB, inclusife no site do conselho federal.

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