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Assassinato no litoral

Júri absolve acusado de executar cabo da PM

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Acusado de envolvimento na execução a tiros do cabo da Polícia Militar Anderson Lira, Edson Martins Alschefsky Scanferla, o Sassá, foi submetido a júri popular no Fórum de Praia Grande, na quarta-feira (25/4), sendo absolvido. Em 27 de julho do ano passado, Ernesto Rossi Neto, corréu no mesmo processo, foi julgado e condenado a 18 anos e 6 meses de reclusão.

Sob a presidência do juiz Alexandre Betini, o júri de Sassá teve início às 10h e terminou às 21h. O promotor Diogo Pacini de Medeiros e Albuquerque requereu a condenação do acusado por homicídio duplamente qualificado, cuja pena varia de 12 a 30 anos de reclusão. O advogado William Cláudio Oliveira dos Santos sustentou a tese de negativa de autoria, acolhida pelo Conselho de Sentença.

Casado e pai de dois filhos, o cabo Lira tinha 35 anos de idade e 13 de corporação quando foi assassinado em 19 de outubro de 2008. Naquela data, ele estava no quintal de sua casa, em Praia Grande (SP), quando foi surpreendido por vários homens que chegaram em um Ford EcoSport preto e um Toyota Corolla prata. O grupo disparou diversos tiros de pistola 9 milímetros e de fuzil AR-15, matando o policial militar.

Os criminosos fugiram com os veículos e, mais tarde, se separam para dificultar a perseguição. Rossi invadiu uma casa para se refugiar, fazendo uma família refém mediante o uso de uma pistola 9 milímetros. Após cerca de quatro horas de negociações com policiais militares, durante as quais exigiu a presença de seu advogado e da imprensa, ele se rendeu, sendo preso em flagrante.

Ao ser julgado pelo homicídio e os crimes conexos de cárcere privado e porte de arma de uso restrito, Rossi negou a execução do cabo e admitiu os demais delitos. Porém, os jurados o condenaram por todos os crimes. Esse júri também foi presidido pelo juiz Alexandre Betini, mas acusação e defesa ficaram a cargo, respectivamente, do promotor Fernando Pereira da Silva e do advogado Luiz Carlos Gianelli Teixeira.

Embora oito pessoas tenham participado da execução do homicídio, fora os prováveis mandantes, apenas Rossi e Sassá foram identificados, presos e denunciados. No julgamento do ano passado, durante os debates em plenário, o promotor Fernando da Silva reconheceu a existência de indícios de participação de policiais militares na execução do cabo Lira. Porém, até o momento, nada nesse sentido ficou comprovado.

 é jornalista.

Revista Consultor Jurídico, 27 de abril de 2012, 17h06

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