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Espera na linha

Grampo de dois anos rende um minuto de conversa suspeita

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O SR. DEPUTADO NELSON PELLEGRINO - Farei o requerimento, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Deputado Marcelo Itagiba) - E, aí, faremos a quebra, se for necessário, o mandado próprio para que seja feita a perícia nesses equipamentos.

Gostaria também de ressaltar o seguinte: eu, o Dr. Molina sabe muito bem disso, sou oriundo do Departamento de Polícia Federal, sou Delegado de Polícia Federal, já tive a oportunidade cruzar, na minha atividade profissional, com excelentes trabalhos realizados pelo Dr. Molina, pela equipe da UNICAMP, com vários peritos que ali estiveram e que ali realizaram trabalhos muito bons em conjunto conosco. Respeito muito a minha instituição Polícia Federal, tenho orgulho de pertencer a ela, sou Delegado de Polícia Federal, ainda estou na ativa, embora para licença para o mandato eletivo. Sei da responsabilidade e sei também da competência dos meus companheiros policiais e do zelo dos mesmos na condução dos seus trabalhos. Mas nada disso impede que as coisas sejam efetivamente verificadas, porque muitas vezes o equívoco, o erro, o engano cometido por uma pessoa não pode, em nenhum momento, comprometer toda a Instituição, que está acima dessas questões menores, porque a instituição, como tal busca, única e exclusivamente, a verdade e os criminosos e apresentá-los à justiça. Portanto, acho que, tanto como esta Comissão Parlamentar de Inquérito, todos nós temos o interesse em trazer a verdade à questão das interceptações telefônicas e se tivermos que banir os maus policiais, nós o faremos, não só no âmbito da Polícia Federal, mas da Polícia Civil, da Polícia Militar e até mesmo de outros organismos que porventura possam vir a fazer uso, estão fazendo uso ou fizeram uso indevido da interceptação telefônica.

Portanto, eu queria, em nome desta Comissão Parlamentar de Inquérito, agradecer a V.Sa., à expertise de V.Sa., à apresentação que nos fez e agradecer também a sua colaboração futura que será dada nessa verificação que iremos fazer dos equipamentos e até mesmo de casos que já foram trazidos a esta Comissão Parlamentar de Inquérito, onde está sendo suscitada a dúvida de determinadas interceptações. Nada mais havendo a tratar, vou encerrar os trabalhos, antes convocando os Srs. Deputados para a próxima reunião ordinária a realizar-se dia 13 maio, às 14h30min, no Plenário 9, do Anexo II, oportunidade em que ouviremos o Sr. Fabiano Wiggers, Gerente de Negócios da Empresa Suntech Intelligent Solutions, e o Sr. Paulo Marinho. V.Sa. deseja falar alguma coisa antes do encerramento?

O SR. RICARDO MOLINA - Eu só queria destacar que não tenho nenhuma animosidade contra a Polícia Federal. É que, por acaso, eu cruzo com o trabalho da Polícia Federal e estou comentando isso tecnicamente. Não tenho nenhum comentário contra a lisura do procedimento. Para mim, é uma questão técnica. As gravações são complicadas, digamos assim, mas não estou dizendo que ninguém edita nem monta nada.

O SR. PRESIDENTE (Deputado Marcelo Itagiba) - Muito bem.

Está encerrada a presente reunião.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 14 de maio de 2008, 20h48

Comentários de leitores

42 comentários

João Antônio (Pós-Graduado Direito Penal),Acred...

Shark (Servidor)

João Antônio (Pós-Graduado Direito Penal),Acredito que, infelizmente, em nosso país ainda existe muito resquícios de ditadura militar nas intituições que são responsáveis pela segurança pública do cidadão. Nossa constituição é jovem, vai fazer seu aniversário de 20 anos agora em 05 de outubro, e as idéias que ainda vigoram a respeito de investigação são antigas, e confrontam com o Estado Democrático de Direito. Existe muito poder mal distribuido, e o pior nas mãos de pessoas ou até mesmo de instituições erradas. Já está na hora de se repensar o conceito de autoridade policial e de como as polícias devem trabalhar em suas investigações. As investigações devem ser efetuadas de forma responsável, se atendo somente há aquilo que aconteceu ou que pode vir a acontecer. Fazer juízo de valores de forma irresponsável pode trazer graves consequênicas para os acusados, para a sociedade, e para as instituições do próprio Estado.

É preciso que as pessoas não se esqueçam que pa...

LAURA MARIA (Outros)

É preciso que as pessoas não se esqueçam que pau que dá em chico dá em Francisco. Qualquer um que trabalha com degravação sabe como fazer alguem que pediu uma pizza brotinho mussarela tornar-se um suspeito de pedofilia é só suprimir a palavra pizza e fazer o coitado aparecer na mídia pedindo "um brotinho em casa". O resto é com a vítima e como não existe prova negativa o espionado vai passar o resto da vida para tentar recuperar sua imagem.

O dever de um perito é dizer a verdade; no enta...

Rosângela (Bacharel)

O dever de um perito é dizer a verdade; no entanto, para isso é necessário: primeiro saber encontrá-la e, depois querer dizê-la. O primeiro é um problema científico, o segundo é um problema moral. Parabéns Professor Ricardo Molina, o Senhor preenche todos os requisitos susocitados.

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