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Hora do Júri

Acusado de matar Liana e namorado será julgado por Júri na quarta

Por 

Paulo César da Silva Marques, o Pernambuco, vai a Júri popular na quarta-feira (7/11). Ele é acusado de participar da morte de Liana Friedenbach e Felipe Caffé. Os crimes aconteceram em 2003, em Juquitiba, na Grande São Paulo. O julgamento está previsto para começar às 9h, no Plenário da Câmara dos Vereadores da cidade de Embu Guaçu. A previsão é a de que o julgamento dure dois dias.

O réu, que responde pelos crimes de homicídio, seqüestro, cárcere privado e estupro, não foi julgado em julho do ano passado junto com outros três envolvidos porque recorreu da sentença de pronúncia (decisão de submetê-lo a Júri Popular). O recurso foi negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Roberto Aparecido Alves Cardoso, conhecido como "Champinha", principal acusado do crime e não julgado por ser menor de idade à época, está recolhido em uma unidade de saúde da Fundação Casa (antiga Febem), desde o dia 3 de maio, conforme determinação do juiz do Departamento de Execuções da Infância e da Juventude do TJ paulista.

Em julho do ano passado, a Justiça paulista condenou três dos cinco acusados de seqüestrarem e matarem o casal de adolescentes. A condenação somou mais de 169 anos de prisão. Agnaldo Pires foi condenado a 47 anos e três meses de reclusão por estupro; Antonio Caetano da Silva a 124 anos por vários estupros; e Antonio Matias a seis anos de reclusão e um ano, nove meses e 15 dias de detenção por crime de cárcere privado, favorecimento pessoal, ajuda à fuga dos outros acusados e ocultação da arma do crime.

Segundo informações da Polícia Civil, Caffé foi morto com um tiro na nuca, enquanto Liana foi violentada por Pernambuco, Champinha e Pires antes de ser assassinada cinco dias após o seqüestro. Os corpos foram encontrados no dia 10 de novembro de 2003.

O julgamento foi realizado nas dependências da Câmara Municipal de Embu Guaçu e fechado para a imprensa e o público. A promotora Helena Bonilha Toledo Leite chorou, mostrou fotos e slides dos jovens vivos e de seus corpos. Helena mostrou também a faca usada por Champinha para matar Liana e a espingarda com a qual Felipe foi morto.

A promotora atuou para sensibilizar os seis homens e uma mulher que compunham o júri popular. Acabou levando a mãe de Felipe, Lenice Caffé, aos prantos ao ver as imagens de seu filho morto. O pai de Liana, Ari Friedenbach, também assistiu ao julgamento.

Histórico

Liana e Felipe desapareceram no dia 31 de outubro de 2003, depois de terem mentido para os pais sobre a viagem que planejavam. Liana disse que iria para Ilhabela (litoral norte de São Paulo), com adolescentes da comunidade israelita. Felipe contou que iria acampar, mas a família acreditava que ele iria com amigos.

Os dois acampavam em uma região isolada de Embu-Guaçu quando foram seqüestrados e mantidos em um sítio. Felipe foi morto por Pernambuco dois dias depois, com um tiro na nuca. Liana foi violentada por todos os réus e por Champinha e morta a facadas cinco dias após o seqüestro. Os corpos do casal só foram encontrados no dia 10 de novembro de 2003.

No dia 1º de novembro à tarde, Pernambuco e Champinha abordaram os estudantes quando dormiam em uma barraca. O casal foi levado para a casa de Barros, em local próximo. Liana chegou a dizer aos criminosos que sua família tinha dinheiro e que seria melhor pedir um resgate. De acordo com a Polícia, foi então que Champinha teve a idéia de matar Felipe, o que só aconteceu no dia seguinte, em meio a um matagal.

Como Barros não estava em casa, os seqüestradores seguiram para a casa de Silva, usada como cativeiro de Liana. Na noite do dia 1º, Pernambuco violentou Liana. Os acusados disseram que a adolescente estava em estado de choque e não reagiu. Ao perguntar sobre Felipe, no dia seguinte, Champinha disse que o rapaz havia sido solto. No mesmo dia, Pernambuco foi para São Paulo e Liana ficou com Champinha na casa. Conforme a Polícia, ela foi violentada pela segunda vez.

No dia 3 de novembro, Silva chegou em casa acompanhado por Pires e viram a estudante no local. Segundo a Polícia, Champinha a apresentou como sua namorada e ofereceu a menina para os colegas. Liana voltou a ser violentada. Desta vez, por Pires.

Na madrugada do dia 5, Champinha levou a estudante até o matagal, onde tentou degolá-la. De acordo com a Polícia, usou de uma peixeira para golpear a cabeça de Liana. Champinha ainda deu várias facadas nas costas e no tórax de Liana antes de deixar o local do crime.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 5 de novembro de 2007, 17h51

Comentários de leitores

2 comentários

Pena de morte, já. Nosso código penal precisa s...

val (Advogado Autônomo - Família)

Pena de morte, já. Nosso código penal precisa ser urgentemente trazido para a atualidade dos problemas vividos pela sociedade. Os tempos são outros...O banditismo tomou conta de nosso país, de nossas instituições,de nossas cidades e de nossas vidas.Socorro!!!!

Para crimes como este deveria haver no mínimo p...

Murassawa (Advogado Autônomo)

Para crimes como este deveria haver no mínimo prisão perpetua, pois, é inadimissível que um ser humano pratique crime dessa natureza.

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