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Lavagem de dinheiro

Maluf e filho são indiciados por lavagem de dinheiro em Nova York

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A Promotoria Distrital de Nova York (District Attorney) indiciou o ex-prefeito e atual deputado federal Paulo Maluf e seu filho Flávio Maluf. Motivo: lavagem de dinheiro em Manhattan.

O procurador-geral de Nova York Robert Morgenthau concedeu, há poucos minutos, por volta de 13h30min (horário de Brasília), entrevista coletiva explicando os motivos do indiciamento, conforme determinação do Grand Jury daquela cidade.

A partir do indiciamento, não corre mais o prazo prescricional que, antes de tal ato, era de 10 anos. Agora, é possível o oferecimento de denúncia que poderá ser apreciada pela Justiça do Estado de Nova York.

Em nota distribuída à imprensa, o assessor de impensa do ex-prefeito de São Paulo, Adilson Laranjeira, afirma que "as declarações da Promotoria Distrital de Nova York, formalizadas junto à Justiça, permitirão, finalmente, que Paulo Maluf possa se defender e provar que é inocente das acusações que lhe fazem". Segundo Laranjeira, Maluf, que já contratou um advogado americano para defendê-lo, nunca teve conta bancária em Nova York. "Todas as falsas acusações feitas contra Paulo Maluf jamais foram provadas e são fruto de perseguição política", garante.

O indiciamento de Maluf em Nova York só foi possível em razão da cooperação internacional com base no MLAT (Mutual Legal Assistance Treaty). O Ministério Público paulista, por meio da Promotoria de Justiça da Cidadania da Capital, trabalhou em conjunto com os promotores Adam Kaufmann, Matthew Rosen e outras autoridades norte-americanas.

O promotor de justiça Silvio Marques enviou aos seus colegas americanos milhares de documentos. Além disso, o promotor paulista foi ouvido em 13 de fevereiro pelo Grand Jury, em Manhattan, ocasião em que esclareceu todos os pontos da investigação realizada no Brasil.

Texto atualizado às 17h26 de 8/3/2007 com novas informações

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 8 de março de 2007, 15h07

Comentários de leitores

17 comentários

Caros leitores e comentadores: Peço encare...

Richard Smith (Consultor)

Caros leitores e comentadores: Peço encarecidas desculpas pela FORMAL impropriedade do que segue em relação ao teor da notícia acima, mas creio ser de fundamental importância para todos os que tem alguma ilusão remanescente acerca da existência de algum laivo de decência e ética nos atuais círculos do poder. Segue abaixo a reprodução da crônica de DIOGO MAINARDI acerca de Franklin Martins: "JORNALISTAS SÃO BRASILEIROS, por Diogo Mainardi (Veja) Franklin Martins é o principal comentarista político da Rede Globo. Um de seus irmãos, Victor Martins, foi agora nomeado para uma diretoria da Agência Nacional do Petróleo. Os senadores que aprovaram seu nome levaram em conta o parentesco ilustre. Luiz Otávio, do PMDB, por exemplo comentou: 'Os 42 votos favoráveis a Victor Martins são uma homenagem nossa ao jornalista Franklin Martins'; Heráclito Fortes, do PFL,concordou: 'Ele acrescenta à sua biografia o fato de ser irmão de um grande jornalista'; Aloizio Mercadante, do PT, arrematou: 'Victor Martins é um profissional competente e vem de uma família marcada pelo processo de resistência democrática'. Lula entregou a Agência Nacional do Petróleo ao PCdoB. Victor Martins não obteve o cargo através do partido. Ele foi indicado diretamente na cota de seu irmão, Franklin Martins. Ivanisa Teitelroit, mulher de Franklin Martins, também já mereceu sua parcela de cargos públicos. Deve ser a isso que Aloizio Mercadante se refere quando fala em 'resistência democrática'. Nas últimas semanas, a imprensa tem se dedicado a analisar a frouxidão moral dos brasileiros. Está certo. Os brasileiros são moralmente frouxos mesmo. Isso ninguém discute. Mas a imprensa certamente não é muito melhor. Franklin Martins não representa o único caso de promiscuidade entre jornalistas e poder político. Pelo contrário. Há exemplos semelhantes em todas as partes. Recentemente, Helena Chagas, chefe da sucursal de O Globo em Brasília, foi flagrada tramando com Antonio Palocci um esquema para desmascarar o caseiro Francenildo Costa. O marido de Helena Chagas, Bernardo Felipe Estellita, é servidor concursado da Câmara dos Deputados e intimamente ligado ao PT. Nos dias que antecederam a quebra do sigilo do caseiro, ele foi visto circulando pelo Ministério da Fazenda. Por outro lado, a irmã de Helena Chagas, Cláudia Chagas, foi indicada por Márcio Thomaz Bastos para o cargo de secretária Nacional de Justiça. Uma de suas responsabilidades é rastrear o dinheiro do valerioduto remetido ilegalmente para o exterior. Inclusive o que abasteceu a campanha de Lula. Não é só no PT que isso acontece. Eliane Cantanhêde, chefe da sucursal de Brasília da Folha de S.Paulo, é mulher de Gilnei Rampazzo, um dos donos da GW, a produtora que cuidou das últimas campanhas eleitorais de Geraldo Alckmin e de José Serra. Gilnei Rampazzo é sócio de Luiz Gonzales, o marqueteiro escolhido pelo PSDB para coordenar a campanha presidencial de Geraldo Alckmin. Ele foi acusado pela Folha de S.Paulo de participar de um esquema de desvio de recursos da Nossa Caixa. Deve estar a maior confusão na casa de Eliane Cantanhêde. Lula Costa Pinto é outro jornalista confuso. Ex-jornalista. Ele é genro do ex-deputado Paes de Andrade e concunhado de Anderson Adauto, ministro dos Transportes lulista e receptador do mensalão. Lula Costa Pinto também se beneficiou de desvio de dinheiro público quando era assessor do deputado petista João Paulo Cunha. Os brasileiros são moralmente frouxos. Os jornalistas são brasileiros" Três observações: a) Franklin Martins foi um terrorista, chefe da "Dissidência Guanabara" do PCdoB e idelaizador do seqüestro do emabixador americano Charles Elbrick, entre outro váriso crimes mais. O "democrático" b)Ultimamente era um dos principais jornalistas e comentaristas políticos da Rede Globo; c) Por causa deste artigo acima, da coluna do MAINARDI ele foi demitido da Globo; d) Acabou indo para a Bandeirantes. A Band é proprietária da Rede 21, aquela que passou a se chamar PLAY TV depois que Fábio Luiz da Silva — o Lullinha, filho do Lullão — assumiu o controle de quase toda a programação; e) Também por causa do artigo, Franklin Martins está processando Diogo Mainardi, basicamente por "FALSIDADE" das informações contidas no mesmo e por "danos morais; f) Franklin Martins, comprovando finalmente a sua total "isenção" na cobertura eleitoral do ano passado e as maliciosas inverdades da coluna de Diogo Mainardi, será o novo Secretário de Comunicação e Imprensa do governo Lulla, em substituição a André Singer; g) Hoje, a bilionária verba publicitária do governo — aquela que tornou notório Luiz Gushiken, lembram-se? — está sob os cuidados de Luiz Dulci, secretário-geral da Presidência. Com a nomeação de Franklin Martins "o democrata", o dinheiro, que interessa diretamente às televisões, voltaria para a Secretaria de Comunicação. Querem mais? Quais serão os novos e emocionantes capítulos dessa novela que nos aguardam, hein?

Correção, amigo Maringá, a justiça brasilei...

Richard Smith (Consultor)

Correção, amigo Maringá, a justiça brasileira já SE desmoralizou faz tempo. E o MPF de certa forma também, pois enquanto o sr.maluf sempre fez e defez, com a maior cara-de-pau, o nosso MPF, nos casos de delitos federais (os fiscais, por exemplo) perde tempo processando o Diogo Mainardi ou intervindo no enredo de telenovelas. Com o nosso "din-din", nunca é demais lembrar. Um abraço.

O Judiciário brasileiro foi desmoralizado pela ...

Ruberval, de Apiacás, MT (Engenheiro)

O Judiciário brasileiro foi desmoralizado pela Justiça americana.

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