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Linha de investigação

PMs estão entre suspeitos de matar jornalista em Porto Ferreira

Reportagem da Folha de S. Paulo mostrou que policiais militares estão entre os suspeitos do assassinato do jornalista Luiz Carlos Barbon Filho. Ele foi assassinado a tiros, em 5 de maio, em Porto Ferreira (228 km ao norte de São Paulo).

Barbon reportou o esquema de exploração sexual de menores, o que levou à condenação de seis vereadores, três empresários e um funcionário público. Ele apontou, ainda, irregularidades em contratos da prefeitura.

A reportagem em que mostrou o esquema de exploração sexual de meninas adolescentes por pessoas influentes na cidade, publicadas no Jornal Realidade de Porto Ferreira, valeu para Barbon a indicação para a final do Prêmio Esso de Jornalismo, categoria Interior, em 2003.

No inquérito conduzido sob sigilo pela Delegacia de Investigações Gerais de São Carlos, uma das principais linhas de investigação é a de que o crime pode ter PMs como autores. A major Marli Rossi Silva dos Reis, da PM de São Carlos, informou que a corporação "desconhece o envolvimento de policial militar na morte".

Barbon foi morto por volta das 21h, no Bar das Araras, que fica próximo à rodoviária da cidade. Testemunhas informaram que dois homens vestidos com roupas pretas e encapuzados chegaram ao bar em uma moto. Segundo a PM, o homem que estava na garupa desceu da moto, se aproximou do jornalista e disparou dois tiros à queima roupa. O jornalista, atingido na perna e no abdômen, ainda foi levado ao Pronto Socorro, mas não resistiu.

Revista Consultor Jurídico, 8 de junho de 2007, 13h57

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