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Prisão revogada

Acusados de seqüestrar repórter da Globo têm prisão revogada

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O juiz titular da 7ª Vara Criminal Central da Capital paulista, Djalma Rubens Lofrano Filho, revogou a prisão preventiva de Ivan Raymondi Barbosa, Simone Barbaresco e Anderson Luís de Jesus, na terça-feira (5/6). Os três fariam parte da ONG Associação dos Familiares dos Reeducandos Nova Ordem e estão entre os acusados de envolvimento no seqüestro do jornalista Guilherme Portanova e do auxiliar técnico Alexandre Calado, ambos da Rede Globo. O crime ocorreu em 12 de agosto do ano passado.

A Polícia e o Ministério Público alegam que a ONG atendia pedidos dos principais líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Simone Barbaresco atuaria como intermediária. De acordo com as investigações, seria mulher de um dos líderes da facção. Além disso, a organização seria custeada pelo grupo criminoso.

Além dos três, é acusada no mesmo processo a advogada Iracema Vasciaveo, que era diretora jurídica da Nova Ordem. Ela foi presa em flagrante em janeiro por porte ilegal de arma. De acordo com investigações, Iracema reuniu-se em maio de 2006 com líderes da facção na penitenciária de Presidente Bernardes - entre eles, Marcos William Camacho, o Marcola.

Ivan e Anderson respondem pelos crimes de formação de quadrilha, furto e extorsão mediante seqüestro, enquanto Simone está sendo processada por formação de quadrilha. Os dois primeiros estavam presos desde 10 de fevereiro e Simone desde 26 de janeiro. A decisão foi tomada após a análise de um pedido da defesa dos réus e com base na concordância do Ministério Público.

Em abril, o juiz negou pedido idêntico feito pela defesa de Simone. De acordo com ele, o crime grave envolvia organização criminosa armada. “Segundo consta dos autos a denunciada integra a organização criminosa denominada Primeiro Comando da Capital - PCC, nela servindo de elo de ligação entre líderes da facção transmitindo ordem de comando de modo a garantir a comunicação dentro dos presídios, dentre outras condutas criminosas descritas na inicial”, afirmou o juiz.

Para ele, o delito descrito na denúncia tem gerado grande insegurança e desassossego social e merece ser tratado com rigor porque as pessoas estão assustadas diante do crescimento quase incontrolável de violência. No novo despacho, o juiz apontou três motivos para revogar a prisão dos acusados: o fato de terem sido presos preventivamente há mais de quatro meses; o laudo com a transcrição das conversas telefônicas que poderiam incriminá-los não ficou pronto e o processo ainda está na fase de instrução, ou seja, novas provas de acusação e defesa ainda deverão ser produzidas.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 7 de junho de 2007, 12h05

Comentários de leitores

5 comentários

Ora essa, esse negócio de reclamem no Parlament...

fatmancofat (Outros)

Ora essa, esse negócio de reclamem no Parlamento é muito ridiculo ser dito ao povo humilde sem direitos e sem alimentação descente. NUNCA ninguém humilde por mais idéias justas que tenha conseguiu e nem conseguirá mudar a vontade do Parlamento. Após votarmos nos politicos que confiamos, esperamos por melhorias rapidamente más na prática a demora impera nossos desejos sociais. Vejam o estatuto do deficiente está cozinhando há pelo menos 3 anos e não tem previsão de ser votado. Então os deficientes que nem eu ficamos esperando por uma Lei mais justa que nos proteja de verdade, pois eu pelo menos já fui até agredido verbalmente e ameaçado no hipermeercado Extra-Abolição-Campinas) ao reclamar com umas 6 pessoas num carro que ocupava indevidamente uma vaga para deficientes. Reclamei com o segurança e o mesmo me aconselhou a saír fora e deixar pra lá..Agora se a maioria dos políticos fossem deficientes fisicos, etc., o estatuto já tinha virado Lei há muito tempo. Más enquanto isso a gente vai levando xingos, porradas, ameaças de pessoas que eu deparei e não gostam de deficientes fisicos e gordos, pois como dizem nós somos feios, nos arrastamos, cheiramos a CC em dias de Calor, e estamos sempre reclamando nossos direitos. Já acostumei que eu não sou gente bonita que nem os que aparecem nos programas da alta sociedade nacional. FAZER O QUE?? FICO CHATEADO E ESCONDIDO EM CASA, SAIO MUITO POUCO POIS SEI QUE VOU ENCONTRAR PESSOAS INJUSTAS NO MEU CAMINHO.

Bom, deixo claro que conheço os autos pois, adv...

Sergio Mantovani (Advogado Associado a Escritório)

Bom, deixo claro que conheço os autos pois, advogado que sou e em face de todos os preceitos legais, em especial que todos têm direito à defesa, estou atuando na defesa de Simone Barbaresco. Assim, meus comentários não serão aqui inseridos de forma exdrúxula, como muitas vezes acontece, isto em razão de comentaristas que não conhecem os autos emitirem opinião sem qualquer fundamento, a não ser o de cunho pessoal. Assim, quero deixar claro que a advogada Iracema Vasciaveo não é acusada no mesmo processo, por um simples motivo: NÃO FOI DENUNCIADA. Por outro, em que pese a insatisfação de alguns, a lei está aí e é para ser cumprida. Não só a lei penal como também, e principalmente, a lei processual penal, que estabelece prazos para o encerramento do processo. E neste caso, agiu o Juiz com acerto, da mesma forma que antes, ao não revogar o pedido de liberdade em favor de Simone, por não me conformar ingressei com Habeas Corpus no Tribunal de Justiça. Se não se conseguiu, em tempo hábil, produzir a prova de acusação, com certeza o acusado não pode ser mantido em cárcere por prazos além dos razoáveis. Não existiu e nem existe chicana. Reclamem no Parlamento, que aliás não está merecendo muito crédito, pelo que se vê na imprensa. Brilhante o comentário de Dr. Neli, Procurador do Município.

Eu justifico, minha vizinha sequestrou a galinh...

Luiz P. Carlos (((ô''ô))) (Comerciante)

Eu justifico, minha vizinha sequestrou a galinha do meu vizinho e até hoje esta enterrada no Carandiru. Sem direito a Habeas Corpus, até mesmo para sair no dia da implosão.

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