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Doença que afasta

Juiz condenado por matar a mulher consegue aposentadoria

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O Tribunal de Justiça de São Paulo publicou nesta sexta-feira (13/4), no Diário Oficial, a aposentadoria por invalidez do juiz Marco Antonio Tavares, condenado por homicídio qualificado. Ele é acusado de matar a mulher, a professora Marlene Aparecida Moraes. Sua condenação ainda não é definitiva, pois depende de julgamento de recursos nos tribunais superiores. O juiz estava com problemas de saúde, sofria de dores na coluna e usava cadeira de rodas.

Tavares foi condenado, em dezembro de 2002, a 13 anos e seis meses de prisão, em regime fechado, e à perda do cargo público. Ele responde pelo crime de homicídio qualificado (mediante dissimulação). O juiz cumpre pena no Regimento de Cavalaria 9 de Julho, da Polícia Militar de São Paulo. Tavares estava afastado do cargo desde o dia 2 de setembro de 1997 e aguarda julgamento de recursos no Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça.

O juiz nega a autoria do crime. Já o Ministério Público sustenta que, quando o corpo foi encontrado, em 22 de agosto de 1997, em uma estrada, entre Taubaté e Campos do Jordão, o juiz disse à Polícia que não era a mulher dele mesmo antes de fazer o reconhecimento. A família foi até o local e a irmã de Marlene reconheceu uma jóia que ela tinha ganhado aos 15 anos de idade.

O exame de DNA nada concluiu porque o corpo estava em estado de putrefação, o que dificultou a análise do material genético. Entretanto, foi feito exame de arcada dentária pelo dentista da família e o corpo foi reconhecido.

Salários

O juiz está sem receber os vencimentos desde setembro do ano passado por decisão do Órgão Especial do TJ paulista. O colegiado entendeu que a apresentação de recurso especial e extraordinário não provoca efeito suspensivo mesmo que a condenação não tenha transitado em julgado.

Na época, o relator, desembargador Walter Guilherme, defendeu que os vencimentos não poderiam ser suspensos porque a sentença de condenação do juiz ainda não era definitiva. Segundo ele, o tribunal pode afastar o juiz do cargo, desde que não haja prejuízo nos seus vencimentos.

O desembargador acrescentou que a jurisprudência do STJ aponta a impossibilidade de redução salarial quando houver a suspeita de prática de crime. No entanto, os argumentos de Walter Guilherme não convenceram a maioria do colegiado, que entendeu que a decisão não deve ser suspensa.

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 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 15 de abril de 2007, 0h01

Comentários de leitores

10 comentários

KKKKKKKKKKK........!!!! é risível se não fos...

Dr. Tarcisio (Advogado Autônomo)

KKKKKKKKKKK........!!!! é risível se não fosse tragico...!!! Mas sejamos francos...!!!!! Quem tem o "privilégio" de matar a mulher e ainda ser aposentado com um belo salário...???????? Só no Brasil....

Isto é uma amostra clara que precisa abrir a "c...

Matusa (Delegado de Polícia Estadual)

Isto é uma amostra clara que precisa abrir a "caixa preta" do Judiciário. Em qualquer outra carreira o condenado já não estava mais recebendo dinheiro do contribuinte.É preciso moralizar...

Caro Mário de Oliveira Filho Maldade mesmo é...

Band (Médico)

Caro Mário de Oliveira Filho Maldade mesmo é o judiciário que ainda aposenta meliantes travestidos de cidadãos!

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