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Operações financeiras

Toninho da Barcelona é absolvido de três crimes pela Justiça

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O doleiro Antônio Oliveira Claramunt, o Toninho da Barcelona, foi absolvido dos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro no caso Banestado. Ele foi investigado na Operação Farol da Colina.

A decisão de absolvê-lo desses crimes é do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Os desembargadores só mantiveram a condenação por evasão de divisas. A pena foi fixada em restritiva de direitos por conta da colaboração voluntária do réu com o Ministério Público Federal.

A decisão não modifica a situação prisional de Toninho da Barcelona. Ele cumpre pena preventiva no presídio de Tremembé, em São Paulo, por conta da Justiça Federal de Curitiba e São Paulo.

Em Curitiba, a pena já tinha sido reduzida de 10 para 9 anos. Em São Paulo, a pena é de 10 anos e dois meses em razão das informações dadas pelo doleiro ao MPF. Ele é representado pelo advogado Ricardo Sayeg.

De acordo com a sentença da 2ª Vara Criminal Federal em Curitiba, ficou provado que Toninho da Barcelona era operador no mercado de câmbio paralelo e fazia operações financeiras ilegais e à margem do sistema financeiro nacional. Para tanto, servia-se de contas titularizadas por off-shores e que eram mantidas na casa bancária Beacon Hill em Nova Iorque.

As off-shores também foram condenadas pelas autoridades norte-americanas por operações financeiras ilegais nos Estados Unidos. A movimentação dele, por meio de apenas uma das contas, atingiu US$ 191 milhões.

Toninho da Barcelona é acusado de fazer operações de câmbio ilegais com o doleiro paranaense Alberto Youssef. As operações chegaram a US$ 121 milhões e envolviam a utilização de rede de contas abertas em nome de laranjas e depósitos em contas CC5.

Delação premiada

No mês de agosto do ano passado, Toninho da Barcelona depôs a 16 integrantes da CPI dos Correios. Aos parlamentares, ele afirmou que trocou dólares por reais, em 2002, para parlamentares. Toninho da Barcelona pediu o apoio da CPI para negociar com o Ministério Público Federal a redução de suas penas em troca de revelações que implicam diversos políticos que teriam enviado dinheiro ao exterior.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 14 de setembro de 2006, 11h35

Comentários de leitores

5 comentários

SENTENÇA IGUAL AO DO ITALIANO QUE O STF JULGOU.

Zito (Consultor)

SENTENÇA IGUAL AO DO ITALIANO QUE O STF JULGOU.

Muito bom. O próximo passo será pedir restituiç...

lfspezi (Procurador do Trabalho de 2ª. Instância)

Muito bom. O próximo passo será pedir restituição de IR à receita Federal

Se ele já foi abolvido em 3 acusações, o que ac...

Ricardo Ramos (Comerciante)

Se ele já foi abolvido em 3 acusações, o que acontecerá então com os políticos que ele envolveu em suas acusações?

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