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Assassino da mãe

Estudante acusado de mandar matar a mãe pede liberdade

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O estudante Adriano Saddi Lemos Oliveira entrou com pedido de Habeas Corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo. Adriano é acusado de mandar matar a mãe, a empresária Marisa Saddi. Ele confessou o crime em depoimento à Polícia, em 28 de setembro, mas mudou a versão depois que foi preso, em 3 de outubro.

O estudante foi beneficiado pela Lei Eleitoral, que determina que ninguém pode ser preso cinco dias antes ou 48 horas após as eleições, a não ser em caso de flagrante delito. A defesa, a cargo dos advogados Marcos Guimarães Soares, Camila Jorge Torres e Carlos Fernando de Faria Kauffmann, alega que seu cliente sofre constrangimento ilegal por parte da juíza Adriana Bertoni Holmo Figueira, da Vara Criminal de Cotia.

A juíza decretou a prisão temporária de Adriano por 30 dias. A defesa pede a revogação da prisão. O pedido foi distribuído ao desembargador Marco Nahum, da 1ª Câmara Criminal do TJ paulista, que deverá apreciar a liminar.

Marisa foi seqüestrada em 26 de julho por dois homens em Carapicuíba, região metropolitana de São Paulo. Seu corpo foi encontrado no dia seguinte com cinco tiros em Vargem Grande Paulista.

Em depoimento à Polícia, o estudante diz ter pedido ao seu motorista, Cristiano Ferreira, para contratar os seqüestradores de sua mãe. A Polícia apurou que, além do estudante e do motorista, o comerciante Roberval da Silva Cavalcanti ajudou a contratar os dois seqüestradores que mataram Marisa.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 17 de outubro de 2006, 17h15

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