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Dia do fico

Eros Grau e Sepúlveda Pertence continuam no STF

Duas notícias sobre aposentadorias precoces no Supremo Tribunal Federal foram desmentidas neste sábado (4/11). Bem humorados, mas com firmeza, os ministros Eros Grau e Sepúlveda Pertence repeliram a possibilidade de antecipar retirada do colegiado à revista Consultor Jurídico.

O primeiro informe noticiado deu conta de que Pertence deixaria a magistratura para substituir Márcio Thomaz Bastos no Ministério da Justiça. Não é novidade que o decano é quadro cobiçado pelo Planalto desde sempre, nem que ele acha melancólico despedir-se do Supremo pela liturgia convencional. Mas o governo não está em seus planos. Sua meta é voltar à advocacia. “É o que sabemos fazer, não é?”, disse Pertence a este site, com seu peculiar bom humor.

Embora diga que deixará o cargo antes do prazo limite, Pertence informa que pretende deslindar um bloco de casos relevantes a seu encargo e com os quais se sente comprometido.

De caso com o STF

Em relação a Eros Grau, a intriga foi além. Atribuiu-se ao ministro falta de entusiasmo com suas tarefas. Seu plano de vôo, aludiu-se, seria o deleite de sua aprazível mansão na pacata Tiradentes, a bela cidade histórica mineira. É claro que o ministro não renega esses bons momentos, mas largar o STF, nem pensar. A amigos, ele garante: se o limite para a aposentadoria chegar aos 75 anos (hoje a compulsória ceifa carreiras aos 70), ele segue em frente. Seu prazo, por enquanto, é agosto de 2010. “Vão ter que me engolir”, diz o mestre, entre gargalhadas.

A suposta falta de entusiasmo de Eros divulgada incomodou pelo menos dois ministros que tiveram acesso ao boato. “Ele está atracado com vigor com a missão”, atesta o colega Gilmar Mendes. Para Pertence, Eros Grau só tem mostrado disposição com o serviço. “Seu ânimo com novas construções jurídicas, como a da efetividade do Mandado de Injunção, é invejável”, confirma Pertence, referindo-se ao julgamento do caso que pode redundar na aplicação da lei de greve do trabalhador da iniciativa privada para os servidores públicos.

Eros explica que, estivesse em vigor a norma preconizada por ele, os efeitos da greve branca adotada pelos controladores de vôo “poderia ser debelada com mais vigor”. Quanto a ataques subliminares que tem recebido em espaços perdidos da imprensa, Eros Grau, vaticina: “Se esse tipo de gente me elogiasse seria motivo de preocupação”, conclui.

Revista Consultor Jurídico, 4 de novembro de 2006, 16h44

Comentários de leitores

8 comentários

Qual dos três seria o pior: Sepulveda, Eros ou ...

Jose Antonio Dias (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Qual dos três seria o pior: Sepulveda, Eros ou o Marcinho... Nada vai melhorar. Eta Tribunalzinho ruim...

Não compreendo onde as pessoas enxergam mordomi...

Cristina Moura (Bacharel)

Não compreendo onde as pessoas enxergam mordomias! Acredito que os ministros do STF tem um subsídio muito baixo para a responsabilidade que eles têm, o compromisso em resguardar o Estado de Direito. Quem recebe pouco é a população, que infelizmente não sabe escolher e fiscalizar seus governantes, ou não se interessa por isso. Assim, falar da mamata e mordomia quando não se vê a realidade, é fácil! O difícil é exercer seus direitos de cidadão da melhor forma. Se eles sairem do STF, perderemos excelentes magistrados.

Tem habeas corpus com o julgamento iniciado e v...

ius (Advogado Autônomo - Civil)

Tem habeas corpus com o julgamento iniciado e vista para o Ministro Sepúlveda Pertence há mais de um ano em meio.

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