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Violência em São Paulo

Cidade volta ao normal, lista de civis mortos dispara

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O balanço de vítimas da onda de ataques sofreu uma súbita reviravolta entre a segunda e a terça-feira, no período em que a cidade começou a voltar à normalidade. Na tarde de segunda-feira (15/5), os dados da Secretaria de Segurança Pública registravam 39 agentes de segurança (policiais, guardas municipais e agentes penitenciários) contra 38 suspeitos.

Às 13 horas da terça (16/5), boletim da SSP indicava que o total de agentes mortos era de 40 e o de suspeitos 71. Ou seja, em menos de 24 horas, a conta de baixas entre os suspeitos teve um aumento de 33. Do outro lado, a lista de policiais mortos registrou no mesmo período uma baixa. Na madrugada desta quarta-feira, pelo menos outras 10 mortes foram registradas. Todas as vítimas estão no rol de suspeitos.

Até a manhã desta quarta-feira, as autoridades ainda não haviam divulgado o nome e a ficha dos suspeitos mortos nem prestado maior esclarecimento sobre a identidade das vítimas, tratadas no balanço da Secretaria de Segurança Pública genericamente como "criminosos".

O caso mais grave da última madrugada ocorreu em Osasco, na Região Metropolitana, onde dois suspeitos foram mortos em confronto com a Polícia Militar após atirarem contra o prédio da prefeitura. Na madrugada anterior, também foram atacados o Fórum e uma base da Policia Militar na cidade. A informação é do repórter Ricardo Valota, do portal Estadao.

No final da noite da terça-feira, um bando tentou incendiar uma escola na zona norte da capital. Um posto da Sabesp também foi alvo e um suspeito foi morto. No bairro de Capão Redondo, na zona sul, três jovens foram mortos. Em outro caso, motoqueiros matam três pessoas na zona norte.

Osasco

Dois homens foram mortos às 2 horas da madrugada após atirarem contra a prefeitura. Eles foram vistos por guardas municipais, que acionaram a Rota. Houve perseguição e perto de uma favela a polícia trocou tiros e dois suspeitos, ainda não identificados, foram mortos. Um terceiro fugiu.

PMs atacados

Policiais militares que faziam patrulhamento pelas ruas do bairro da Casa Verde e do Limão, na zona norte da capital, foram surpreendidos, por volta das 3 horas, por ocupantes de um carro que, armados com uma espingarda calibre 12, atiraram e atingiram o carro em que estavam. Houve perseguição, tiroteio e um suspeito morreu. Nenhum policial ficou ferido.

Escola

Um grupo formado por pelo menos 6 homens tentou, no final da noite de terça-feira, invadir e atear fogo na Escola de Ensino Fundamental Cândido Portinari, em Perus, na zona norte da capital.

Os bandidos tiveram de abortar a ação pois forma vistos pelo vigia. Os criminosos efetuaram 8 tiros e jogaram um coquetel molotov, que não explodiu. Não houve feridos.

A Guarda Municipal foi acionada, mas não conseguiu localizar os suspeitos do atentado que, segundo testemunhas, fugiram em direção aos prédios de um conjunto habitacional da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano. Na fuga, o grupo deixou para trás mais um coquetel molotov. Segundo a guarda municipal, moradores informaram que o grupo pertence ao PCC.

Sabesp

Dois homens foram flagrados por policiais militares, por volta das 2h30 desta madrugada, atirando contra um posto de atendimento da Sabesp em São Miguel Paulista, na zona leste da capital.

Mortes no Capão Redondo

Três jovens, entre eles um adolescente, foram mortos, à 1 hora da madrugada desta quarta-feira, no Capão Redondo, zona sul da capital. Um deles foi identificado. É Rodrigo Goes Pereira, de 17 anos. Os três foram encaminhados ao pronto-socorro do Campo Limpo, mas não resistiram.

Motoqueiros matam três

Na Vila Gustavo, Zona Norte da capital, no final da noite de terça-feira, um grupo de oito motoqueiros atirou contra 10 pessoas que estavam em frente a um estacionamento e lava-rápido. Segundo testemunhas, havia mulheres entre os atiradores. Todos usavam capacetes.

Foram baleados e morreram Murilo de Moraes Freitas, de 19 anos, Felipe Vasti Santos de Oliveira, 18, e Marcelo Heyd Mériz, de 21 anos.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 17 de maio de 2006, 11h13

Comentários de leitores

6 comentários

caramba Fróes, extinguir a Rota, o último balua...

caiçara (Advogado Autônomo)

caramba Fróes, extinguir a Rota, o último baluarte de combate ao crima? Antes de extinguir a Rota, vamos olhar "pro próprio rabo" e expulsar todos os advogados envolvidos com criminosos, a começar pela duplinha que comprou o CD da CPI. E depois, àquela que participou do "acordão PCC" "para informar quem estava aqui fora..." A advocacia hoje defende a "punição dos bandidos fardados", mas só dos fardados, senão vai ter muito doutor causídico atrás das grades, não é mesmo???? Quanto à atuação da ROTA, levando-se em consideração os bons tempos do Saudoso Paranhos Fleury e do Erasmo, até que tá pouco....

De fato a policia está tentando defender a popu...

Enzo Scavone Junior (Contabilista)

De fato a policia está tentando defender a população do crime organizado. Agora como desculpa a PM não pode querer praticar a "vendeta" pelos colegas mortos. E de conhecimento de todos que a PM de São e extremamente violenta, principalmente a Rota, e ela não pode sair por ai matando todos alegando que são suspeitos. A policia tem a obrigação de defender o cidadão não de matar aleatoriamente e e o que poderá a vir acontecer.

Carlos Alberto, Irreparável seu comentário. ...

Hwidger Lourenço (Professor Universitário - Eleitoral)

Carlos Alberto, Irreparável seu comentário. São Paulo paga por ter um secretário de segurança protetor de marginais. Um país que tenta desarmar seus cidadãos ordeiros, e faz acordos com a marginália, realmente não é sério.... Quantos ao bandidos mortos, bem, acredito que nehum deles jamais machucará alguém novamente. E este é um pensamento deveras reconfortante....

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