Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Vazamento de informações

Deputado Paulinho da Força quer ouvir Rodrigo Janot na CPI da Petrobras

Por 

O deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, (SD-SP) quer ouvir o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na CPI da Petrobras, a investigação política dos fatos descobertos na operação “lava jato”. Ele requereu à CPI que convoque Janot para ele explicar a contratação, sem licitação, de duas empresas de assessoria de imprensa para prestar serviços à PGR.

A preocupação de Paulinho da Força é com os vazamentos de informações sigilosas relacionadas à “lava jato”. No requerimento, ele aponta a contratação das empresas como causa para essa difusão de informações a respeito das investigações.

Segundo o documento, foram os próprios funcionários da Secretaria de Comunicação (Secom) da PGR que reclamaram da situação. Sempre foi a Secom quem fez assessoria de imprensa para a PGR, e a contratação das empresas privadas fez com que a PGR tivesse duas assessorias ao mesmo tempo.

A reclamação dos funcionários é que a contratação das empresas Oficina da Palavra e In Press Comunicação causou “descontrole sobre as informações decorrentes da operação ‘lava jato’”, o que “redundou em vazamentos que colocam em dúvida a legalidade da atuação institucional do MPF”.

De acordo com o requerimento assinado por Paulinho da Força, as empresas foram contratadas, sem licitação, por mais de R$ 500 mil. O deputado conta ainda que os servidores consideram “interessada” a nomeação do jornalista Raul Pilati para a coordenação da comunicação da PGR.

A atuação do Ministério Público Federal tem sido criticada por alguns parlamentares, principalmente pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele considera os fundamentos do inquérito que o investiga “ilações” que “beiram o absurdo”. Cunha acredita que Janot usou do poder de PGR para investigá-lo e favorecer o governo federal.

Por isso também foi enviado à CPI da Petrobras um requerimento para quebrar o sigilo telefônico de Rodrigo Janot e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Isso porque os dois se reuniram algumas vezes em 2014 para tratar da “lava jato” e das denúncias que seriam feitas pela PGR ao Supremo Tribunal Federal contra os políticos envolvidos na operação.

O autor do pedido também é o deputado Paulinho da Força. Ele afirma que as reuniões não constaram das agendas oficiais dos dois.

Para ele, é “certo que a ocorrência de tais reuniões informais para tratar de interesses do governo em investigação judicial permeada de denúncias contra membros do primeiro escalão e contra importantes dirigentes do PT representa ilícito e graves prejuízos às instituições e investigações, merecendo a devida apuração a fim de compreender a possibilidade da manipulação do curso das investigações.”

Atualização
A Oficina da Palavra informa que o contrato que mantém com a Procuradoria-Geral da República é exclusivamente de consultoria e comunicação interna. Portanto, afirma, não tem qualquer relação com o suposto vazamento de informações a respeito da operação "lava jato".

A empresa também explica que, em Brasília, trabalha em conjunto com a In Press Comunicação sob o nome de In Press Oficina e que o jornalista Raul Pilati nunca foi sócio das empresas.

Pilati confirma. Informa que era um dos executivos da In Press, mas nunca foi sócio-controlador ou teve responsabilidade financeira dentro da empresa.

Ele também lembra que se desligou da In Press quando recebeu, em janeiro deste ano, o convite para trabalhar na PGR. Está no cargo de secretário de comunicação do órgão desde fevereiro.

*Texto alterado às 20h50 do dia 7 de maio de 2015 para acréscimo de informação.

 é editor da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 7 de maio de 2015, 17h01

Comentários de leitores

4 comentários

Pelego

Silva Leite (Estudante de Direito)

Sabemos por meio da imprensa que, de fato, ocorreram vários encontros EXTRAOFICIAIS entre eduardo cardoso e janot, más esperar alguma coisa deste pelego chamado paulinho seria subestimar nossa inteligência. O paulinho e o lula são farinha do mesmo saco e só diferem no nome da legenda partidária ás quais pertencem.

Nada

JB (Outros)

Creio eu que tudo isto não vá dar em nada, porque todos de alguma forma ou outra de ambos os lados devem alguma coisa a justiça, portanto tudo como antes no castelo de Abrantes, é a nossa cultura e não temos salvadores da pátria, o lema é, farinha pouca meu pirão primeiro.

Quem nao deve, nao teme!

mfontam (Advogado Sócio de Escritório - Administrativa)

Uma das frases mais pronunciadas pelo MP eh quem nao deve, nao teme. Mas essa frase apenas vale para fora do MP! Ate agora nenhuma personalidade publica tinha adotado efetivas medidas de transparencia do MP, sobretudo em sua cupula, que, alias, faz tempo tem sido objeto de noticiarios que indicam urgente necessidade de um pente fino no que ocorre internamente a esta instituicao. Parabens ao valente Paulinho que nao se intimidou em pedir que o propiro PGR seja investigado efetivamente, pois assim exige a coisa publica.

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 15/05/2015.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.