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Ameaças na carceragem

Ex-diretor da Petrobras volta a denunciar agente da PF

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Antes de ser transferido da Penitenciária de Piraquara (PR) para a carceragem da Polícia Federal, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa reclamou pelo menos mais uma vez de ter sofrido ameaças. Chegou às mãos do Judiciário nesta segunda-feira (5/5) mais um bilhete em que o executivo afirma que o mesmo agente da PF de que ele reclamou antes o procurou para ameaçá-lo por tê-lo denunciado.

O bilhete data do dia 28 de abril. Paulo Roberto da Costa escreve que esse agente da PF, cujo nome não foi revelado, o procurou para dizer: “Você falou que tinha sido ameaçado por mim e o delegado falou comigo. Eu não terei mais nenhuma boa vontade com vocês!” Em seguida, Costa reclama de ter passado aquele fim de semana “fechado, sem banho e caminhada, por 48 horas”. O ex-executivo da Petrobras também relata ter ouvido do agente da PF: “Você tem que tomar no meio do olho e por isso que você não vai mais sair daí”.

Paulo Roberto da Costa está preso desde o dia 20 de março. Ele é um dos acusados na ação penal que decorreu da operação lava jato, em que a PF investigou denúncias de remessas ilegais de dinheiro ao exterior. A primeira vez que reclamou das ameaças, também por meio de um bilhete, revelado pela ConJur, foi no dia 25 de abril. Nele, Costa afirma que o agente da PF lhe disse que ele estava “criando muita confusão”. O novo bilhete data de três dias depois.

Logo depois das denúncias de Costa, seus advogados entraram com pedido de Habeas Corpus reclamando das condições em que o ex-diretor estava preso. Na sexta-feira (2/5), depois do HC, Paulo Roberto da Costa foi transferido de volta para a carceragem da PF, cinco dias depois de ter saído de lá e ser transferido para a Penitenciária de Piraquara.

Operação lava jato
Costa é engenheiro mecânico e assumiu em 2004 a Diretoria de Abastecimento da Petrobras. Hoje aposentado e consultor na área de petróleo e gás, ele teve o nome envolvido em operação que investiga supostas remessas ilegais pelo doleiro Alberto Youssef. A PF afirma que, em um e-mail usado por Youssef, foi recebida nota fiscal de um veículo em nome de Paulo Roberto Costa, no valor de R$ 250 mil. Por isso, a PF atribui indícios de pagamento de vantagem, o que poderia configurar crime de corrupção ativa.

A prisão temporária foi decretada depois de o juiz do caso, Sérgio Fernando Moro, avaliar que alguns familiares de Costa participaram da ocultação de provas, retirando do escritório dele grande quantidade de documentos enquanto a PF tentava conseguir a chave da sala. Quatro dias depois, a prisão foi convertida para o caráter preventivo. A defesa alega não haver qualquer indício de que o cliente tenha cometido crimes contra o sistema financeiro nacional ou de lavagem de dinheiro.    

 é editor da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 5 de maio de 2014, 12h26

Comentários de leitores

4 comentários

Baboseira política

Eleandro Alves Almeida (Juiz do Trabalho de 1ª. Instância)

O nobre Ademilson Pereira Diniz, poderia fazer um favor para os presos da comarca em que atua. Uma visita para saber se todos estão sendo bem tratados, se não estão recebendo ameaças, caso estejam, faça como os advogados do famoso preso, tire fotos e publique neste espaço.
De onde um preso do quilate desse vai ser ameaçado? tem na ponta da língua como incriminar uma série de políticos graúdos!!! e ainda tem que acredita nessa baboseira de ameaça.

Marcado para morrer

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)

É assim mesmo, coisas do sistema ...

Cobertor

Fernando Romero Teixeira (Prestador de Serviço)

Tá faltando cobertor na carceragem. Porque lugar de chorar é na cama. Blá, blá, blá. Da nome aos bois aos invés de ficar de lorota, para tentar conseguir algum benefício. Quem fala em tortura na Polícia Federal é pq não conhece nada da estrutura do departamento. Agora MP dos direitos humanos, e palavra de presidiário ter mais valor do que a do agente público, essas são pra matar. É o fim do mundo.

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