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Interceptações telefônicas

Em outubro de 2011, Justiça autorizou 18 mil grampos

Em outubro de 2011, ao menos 18.050 linhas telefônicas foram monitoradas por decisão da Justiça. No mesmo mês, estavam sob monitoramento 204 endereços eletrônicos e 673 linhas telefônicas que utilizam a internet para a transmissão de voz, sistema conhecido como voz sobre protocolo de internet (VOIP). Essas escutas auxiliaram a apuração de 3,3 mil procedimentos criminais que estavam em curso. Esses são os dados mais recentes do Sistema Nacional de Interceptações Telefônicas.

As informações são atualizadas, de forma dinâmica, pelos próprios tribunais no sistema de contabiliza os grampos. Na manhã desta terça-feira (10/1), o Conselho Nacional de Justiça confundiu os números. Como o sistema é dinâmico, o CNJ, para saber quantos grampos foram realizados ao longo do ano passado, somou todas as interceptações, mês a mês.

O problema é que algumas dessas autorizações poderiam ser contadas duas vezes. Não há um número consolidado de todos os grampos realizados em 2011. Pelo número falso divulgado, em 2011, a Justiça teria autorizado interceptação de 195.270 linhas telefônicas em todo o país.

Em outubro de 2010, 21.508 telefones comuns e 1.535 linhas VOIP estavam sob monitoramento no país como resultado de decisões judiciais em ações criminais. As informações coletadas nessas interceptações subsidiaram em torno de 3,6 mil processos que estavam em andamento no referido mês. Além das linhas telefônicas, 354 endereços eletrônicos estavam sendo monitorados no período. Com informações do CNJ.

Revista Consultor Jurídico, 10 de janeiro de 2012, 16h36

Comentários de leitores

1 comentário

E a investigação propriamente dita?

Balboa (Advogado Autônomo)

Não se investiga mais, se grampeia e depois se interpreta o que foi ouvido. Nem sempre vale o que é dito, mas sim o que se "acha" que queriam dizer. Essa quantidade de grampos indica a falência da investigação criminal.

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