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14 março 2007

Juiz réu

CNJ processa presidente afastado do TJ Rondônia

Por Maria Fernanda Erdelyi

O presidente afastado do Tribunal de Justiça de Rondônia, Sebastião Teixeira Chaves, agora é alvo de processo administrativo. O processo foi aberto nesta quarta-feira (14/2) pelo Conselho Nacional de Justiça. O desembargador está afastado do cargo desde agosto.

Chaves é acusado de participar de esquema de desvio de dinheiro público e, por isso, também sofre processo criminal no Superior Tribunal de Justiça. No Tribunal, o desembargador responde por corrupção ativa, prevaricação e advocacia administrativa.

O processo no CNJ entra em fase de instrução para coleta de provas e tomada de depoimentos de testemunhas. Se for considerado culpado, Chaves pode deixar de atuar como juiz. A perda definitiva do cargo, porém, só pode se dar por decisão judicial.

Em setembro do ano passado, o STJ aceitou denúncia oferecida contra Chaves e mais duas pessoas que teriam participação do esquema. O deputado estadual José Carlos de Oliveira responde por corrupção passiva e o conselheiro do Tribunal de Contas do estado, Edílson de Souza Silva, por crime de prevaricação. A denúncia foi rejeitada contra outras duas pessoas.

A decisão foi de 22 ministros da Corte Especial do STJ, que acatou a denúncia e determinou abertura de processo criminal. Na ocasião, a Corte decidiu rejeitar, por maioria, a denúncia de formação de quadrilha ou bando contra os cinco acusados.

O grupo foi alvo de investigação da Polícia Federal durante quatro meses na Operação Dominó. Deflagrada em agosto do ano passado, a operação tinha o objetivo de desmontar esquema de desvio de verbas públicas e venda de sentenças. Na época, Chaves e os outros acusados foram presos, mas depois liberados.

Maria Fernanda Erdelyi é correspondente da Revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 14 de março de 2007

Comentários

Comentários de leitores: 4 comentários

15/03/2007 11:54 ANTONINO (Funcionário público)
Só espero que o corporativismo não faça nenhum ...
Só espero que o corporativismo não faça nenhum peso o que é duvidoso em se tratando de uma corporação a favor da qual pesa o poder de privilegiar-se amparado às custas de uma democracia ultrapassada já que a mesma foi amplamente adaptada com a finalidade de locupletar os que podem interpretá-la a seu bel-prazer. Amanhã ou depois este marginal de gravatas e sua corja estará lá nos envergonhando novamente. Espero que não, é claro. Só falo daquilo que conheço.
15/03/2007 11:45 José Carlos Portella Jr (Advogado Autônomo - Criminal)
Sabe quando ele perderá o cargo? No dia em que ...
Sabe quando ele perderá o cargo? No dia em que o Brasil deixar de ser uma republiqueta! No máximo, será agraciado com a "rigorosa punição" da aposentadoria compulsória...
14/03/2007 20:10 Manente (Advogado Autônomo)
No final, tudo acaba numa bela pizza de bacalha...
No final, tudo acaba numa bela pizza de bacalhau, acompanhada com um belo vinho português.

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