Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Fora do gol

Edinho tem pedido de liberdade negado no TJ paulista

Por 

O ex-goleiro Edson Cholbi do Nascimento, o Edinho, deve continuar preso. Ele e mais dez réus respondem a processos em que são acusados de lavagem de dinheiro e envolvimento com o tráfico de drogas. A decisão unânime foi tomada, nesta segunda-feira (14/8), pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Os advogados pediram para a turma julgadora que fosse relaxada a prisão em flagrante para que os réus aguardassem o julgamento em liberdade. Argumentaram que seus clientes sofriam cerceamento de defesa. Reclamaram, ainda, a suspensão do processo até que fossem juntadas provas da acusação.

Além de Edinho, pleitearam a liberdade os acusados Ademir Carlos de Oliveira, André Eugênio Brandão de Souza, Clóvis Ribeiro, Fernando Viana da Silva, Klaus da Conceição Júnior, Maria de Lourdes Eugênio de Souza, Maurício Louzado Ghelardi, Nicolau Aun Júnior, Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas e Silvio José Moreira.

Em julho, o TJ negou outro pedido de Habeas Corpus ajuizado pela defesa de Edinho. O objetivo era obter o relaxamento da prisão em flagrante.

Denúncias

Na primeira denúncia, Edinho e outras 12 pessoas são acusadas de tráfico de entorpecentes, associação para o tráfico e porte ilegal de arma. As penas previstas vão de 13 a 44 anos de reclusão, mais o pagamento de 150 a 1.080 dias-multa. A denúncia foi baseada na Lei de Entorpecentes (Lei 6368/76) e no Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03).

O Ministério Público ofereceu uma segunda denúncia pelo crime de lavagem de dinheiro. Nesse caso, a acusação recai, além de Edinho, sobre Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas, Clóvis Ribeiro, Ademir Carlos de Oliveira, Maurício Louzaeda Ghelardi, Klaus da Conceição Júnior e Nicolau Aun Júnior. A juíza Lizandra Maria Lapenna, de Praia Grande (SP), recebeu a denúncia e decretou a preventiva.

Prisões

Edinho foi preso em flagrante no dia 6 de junho do ano passado, autuado sob suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas. O ex-goleiro negou em depoimento à Polícia Civil as acusações de associação para o tráfico, mas afirmou ser usuário de maconha e disse precisar de tratamento médico.

Edinho foi solto por força de uma liminar em Habeas Corpus concedida pelo Supremo Tribunal Federal. A liberdade ocorreu seis meses depois da prisão em flagrante, em 17 de dezembro. O ex-goleiro voltou para a cadeia em 2 de fevereiro.

Na ocasião, o juiz titular da 1ª Vara Criminal de Praia Grande (Baixada Santista), Edegar de Sousa Castro, disse que a prisão foi decretada com base em novas provas apresentadas pelo Ministério Público que o relacionam ao crime de lavagem de dinheiro.

O ex-goleiro foi preso em seu apartamento em Santos, litoral paulista. O Denarc afirma que ele foi flagrado em conversas telefônicas com Naldinho, também preso e apontado como o chefe do tráfico de drogas na Baixada Santista.

O conteúdo das escutas não foi divulgado. De acordo com a Polícia, a quadrilha movimentaria cerca de duas toneladas de cocaína por mês. O diretor do Denarc, Ivaney Cayres de Souza, disse que será pedida a quebra de sigilo bancário dos envolvidos.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 14 de agosto de 2006, 16h46

Comentários de leitores

1 comentário

Eduardo Elias (advogado criminalista, patrono, ...

Eduardo Elias (Advogado Associado a Escritório - Criminal)

Eduardo Elias (advogado criminalista, patrono, em processos distintos de Edson, Ronaldo e Nicolau): Em primeiro lugar, há de se registrar os equívocos em algumas informações. Em primeiro lugar, o MP não juntou novas provas. Em segundo lugar, sequer as "primeira provas", que foram à saciedade divulgadas pela mídia (diálogos) NÃO FORAM AUTENTICADAS pelo IC, que inclusive oficiou ao Juiz Presidente, da 1ª Vara de Praia Grande, que ESTAVAM FALTANDO 19 FITAS do lote que fora enviado para laudo, bem como NÃO CONSTAVAM OS NÚMEROS DOS TELEFONES e as DATAS das interceptações, concluindo ser IMPOSSÍVEL fazer o laudo nestas condições. Em terceiro lugar, exaltar e reverenciar o posicionamento dos Doutos Desembargadores, que mesmo denegando a ordem por v.u., Dr. Mariano Siqueira, Ddr. Roberto Mortari e Dr. Tobias, tiveram um posicionamento absolutamente imparcial e escorreito, consignando o paradoxo de tantas surpresas e desrespeito às ordens judiciais, bem como salientando que ESPERAM, de uma vez por todas, se é que elas existem mesmo (materialmente ou dentro do CAMPO DA LEGALIDADE) as provas e os laudos a respeito. Proclama-se, assim, a soberania e o caráter dos Doutos Julgadores, acabando com os privilégios com que a Promotoria de Justiça de Praia Grande vem usufruindo, com certa resignação da presidência (ainda que registrando o caráter escorreito e impoluto do magistrado).

Comentários encerrados em 22/08/2006.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.