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Caso Pimenta Neves

Justiça nega outro pedido para suspender júri de Pimenta Neves

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O juiz Diego Ferreira Mendes negou mais um pedido da defesa do jornalista Pimenta Neves de suspender o júri, marcado para o dia 3 de maio. A advogada Ilana Muller alega que não teve acesso às cópias das fitas anexadas aos autos sobre a repercussão do caso na mídia e que isso prejudicaria o julgamento. O juiz não atendeu ao pedido e esclareceu que as cópias sempre estiveram à disposição da defesa no cartório criminal. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (27/8).

Pimenta Neves é réu confesso do assassinato da sua ex-namorada e ex-subordinada Sandra Gomide. O homicídio, premeditado, deve ser examinado com dois agravantes: motivo torpe e pelo fato de ele não ter dado à vítima qualquer chance de defesa. Se condenado, Pimenta deve pegar 15 anos de prisão.

A assistência de acusação, representada pelo advogado Sergei Cobra Arbex, comemorou a decisão. “Acreditamos na condenação do réu, porque há elementos suficientes que comprovam a autoria e o motivo torpe do crime. Pimenta é réu confesso e tinha o sentimento de posse sobre Sandra Gomide. Isso é muito claro nos autos.”

Ilana Muller foi procurada pela reportagem da revista Consultor Jurídico, mas não quis se manifestar.

Câmaras apagadas

Também nesta quinta, a defesa do jornalista entrou com pedido no Tribunal do Júri de Ibiúna para que a imprensa não filme ou fotografe o acusado durante o julgamento. A intenção da defesa é a de preservar a imagem do réu. O juiz Diego Ferreira Mendes acolheu o pedido.


 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 28 de abril de 2006, 12h32

Comentários de leitores

3 comentários

Caro Dr.Miguel Vinícius: não se esqueça de que,...

Expectador (Outro)

Caro Dr.Miguel Vinícius: não se esqueça de que, para a caracterização do homicídio privilegiado, a lei exige que a violenta emoção do agente seja precedida de injusta provocação da vítima (CP, art. 121, § 1º). Desconheço os autos, mas, pelo que vi na imprensa, a jornalista somente não quis a continuidade do relacionamento que mantinha com o acusado. Houve provocação por parte dela? Essa provocação, se houve, foi injusta? Não sei ...

Sim, que se faça justiça, no devido processo le...

Armando do Prado (Professor)

Sim, que se faça justiça, no devido processo legal, de acordo com nosso código penal: 30 anos, cumprindo pelo menos 1/6 em regime fechado. Certa mídia e o "clamor da classe média", tentam ver o sol nascer à meia-noite.

Acompanho com interesse o julgamento do jornali...

VINÍCIUS (Advogado Autônomo)

Acompanho com interesse o julgamento do jornalista Pimenta Neves, que deverá ir a Júri no próximo dia 03 de maio do ano em curso. Não sou advogado dele; estou há mais de mil quilômetros de distância de São Paulo, mas não posso imaginar que o Ministério Público continua querendo que o crime seja qualificado na forma da denúncia e dos comentários da mídia. Na realidade, pela narrativa dos fatos, o jornalista cometeu o crime por paixão extremada, o que nos indica de que o homicídio foi passional, ou seja, por violenta emoção. Não posso entender a coisa de outra forma, porque uma pessoa apaixonada abandona sua própria vida para se dedicar à vida de outra pessoa; abandona família, filhos e tudo mais. Uma fã apaixonada pelo seu ídolo, é capaz de tudo para estar com ele e assim sucessivamente. Como humilde advogado aqui de Tocantins, tenho a ousadia de me manifestar para deixar minha opinião e torcer para que a justiça seja realmente feita neste caso;que o jornalista Pimenta seja punido, mas pelo crime de homicídio privilegiado. Não há outro remédio para o caso. O ser humano que age desta forma não pode ser considerado como um bandido, como um farmacêutico que vende remédio falso; contra um empresário que coloca brometo no pão ou salitre do Chile no leite, provocando cancer em série. Espero que os jurados de Ibiúna tenham a serenidade devida para condenar o jornalista naquilo que ele merece, com base no noticiário da Imprensa Nacional. VINÍCIUS/ARAGUAÍNA/TOCANTINS/AMAZÔNIA LEGAL!

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