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Júri confirmado

Pimenta Neves vai a Júri Popular no dia 3 de maio

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O julgamento do jornalista Pimenta Neves está confirmado para o dia 3 de maio, a partir das 8h. A confirmação foi dada pelo juiz Diego Ferreira Mendes, de Ibiúna (interior de São Paulo), que presidirá o Júri.

A dúvida em relação à data se instalou depois que o ministro Hélio Quaglia Barbosa, do Superior Tribunal de Justiça, revogou a liminar concedida no mês de março que suspendia o Júri de Pimenta Neves. Não havia certeza se, com a nova decisão, o julgamento ficaria mantido para o dia 3 de maio ou seria marcada nova data.

O juiz estuda agora como será a acomodação das pessoas que vão participar do julgamento, já que o plenário do fórum não dispõe de lugares para o número esperado de pessoas.

Pimenta Neves matou, em 20 de agosto de 2000, sua ex-namorada e ex-subordinada Sandra Gomide. O homicídio, premeditado, deve ser examinado junto com dois agravantes: motivo torpe e pelo fato de ele não ter dado à vítima qualquer chance de defesa.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 25 de abril de 2006, 12h05

Comentários de leitores

3 comentários

Marcelo Bona (Outros - - ) 26/04/2006 - 12:30 ...

Marcelo Bona (Outros)

Marcelo Bona (Outros - - ) 26/04/2006 - 12:30 O que dizer disso? O silêncio pode ser a maior forma de indignação! Será que a justiça está realmente ao alcance de todos ou apenas para quem tem dinheiro, poder e amizades importantes? Alguém já imaginou como está a família deste moça? Será que essa família, a sociedade, acreditam piamente na justiça? Este julgamento já deveria ter ocorrido há muito tempo! Com a palavra os M.M.Doutores, julgadores, M.P. e quem estiver envolvido neste absurdo! Só falta ser considerado como "Crime Famélico"! Que DEUS ajude essa família, embora não traga sua filha de volta mas, sim, em ver a justiça feita, embora tardia! O sofrimento maior desta família vai começar em 03/05, onde estará de frente com o covarde algoz de sua filha! Alguns precisam ler e reler a Constituição Federal para se lembrar que, "todos são iguais perante a Lei". o que não está sendo levado a serio neste País.Talvez por terem faltado a aula no dia desta matéria! Brasil mostre a sua CARA!!!

Dijalma Lacerda - Pres. da OAB/Campinas/Cosmópo...

Dijalma Lacerda (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Dijalma Lacerda - Pres. da OAB/Campinas/Cosmópolis/Paulínia. A instituição do Júri é o que há de mais sério nesse país. Composto o Conselho de Sentença pelos próprios cidadãos residentes no local onde ocorreu o fato, o acusado será julgado, em escrutínio secreto, por sete cidadãos locais, após longo debate, público, de todas as provas. Bem diferente do julgamento por Juiz togado (aliás na maioria também bom), e que às vezes peca por idiosincrasias e por insuficiente avaliação do contexto probatório. O que tem pesado um pouco negativamente, em qualquer caso que tenha uma certa retumbância, é o esforço de setores da imprensa para condenar antecipadamente o réu. É bom relembrar que amiúde a imprensa erra; o caso da Escola de Base está aí para provar. Aliás, quando os irmãos Ítalo-Americanos, Sacco e Vanzetti foram a julgamento nos Estados Unidos, acusados - vejam que absurdo - de comunismo (ou, numa melhor performance, de anarquistas), a influenciada imprensa americana da época pediu o sangue deles. Foram condenados. Anos depois, muitos anos depois, até recentemente, o overno dos Estados Unidos veio a público com um solena pedido de desculpas. A imprensa tinha errado, a Justiça tinha errado, porém já era tarde. O capitão Dreyfus, da célebre armada francesa, fo acusado e condenado de conspiração. Anos depois descobriu-se que ele era inocente, e que fora vítima de um falso laudo grafológico, já que o documento que o incirminava fora manuscrito justamente por um superior seu, de letra bem parecida. Nesse caso foi possível a reintegração do capitão, que antes amargara muitos anos preso na Guiana Francesa, o que inspirou o famoso filme Papillon,em que Dreyffus protagonizado por Steve MacQueen. Aqui, ainda, o caso Mota Coqueiro, os irmãos Naves, Tiradentes que depois foi ufanizado como o mártir da independência, Jesus Cristo, etc. etc. No caso de Cristo, o povo todo gritava "crucificai-o, crucificai-o"; dias depois um centurião romano admitia "ele é verdadeiramente o filho de Deus", depois disso, o mundo todo seguiu seus passos. É bom que se saiba que em todos esses casos o papel dos Advogados foi relevante. Os Advogados dos nipo-brasileiros do caso da Escola de Base, de Sacco e Vanzetti, de Dreyffus, de Tiradentes, dos irmãos Naves, enfim, de todos, jamais abandonaram a tese da inocência, e mesmo que em alguns casos tardiamente, conseguiram alcançar o verdadeiro reconhecimento da socidade. Justiça ? Bem, está só Deus é que pode dizer se foi alcançada ou não, já que o tempo costuma mudar as coisas. Enfim, sem entrar no mérito da questão do Júri do jornalista que se aproxima, é lamentável que ele seja julgado antes mesmo de ir a Júri. Isto, mesmo que ele eventualmengte seja culpado, porque quem tem de dizê-lo é a Justiça, porém a Justiça livre, sem influência. Dijalma Lacerda

Não havia dúvida alguma sobre a data do julgame...

Aldo (Estagiário)

Não havia dúvida alguma sobre a data do julgamento, que havia sido apenas suspenso. A matéria já tinha saído até na ultima instancia.

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