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Massacre no centro

MP-SP pede prisão de suspeitos de matar moradores de rua

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O Ministério Público de São Paulo pediu a prisão preventiva de cinco policiais militares e um segurança acusados de participar do assassinato de moradores de rua no Centro da capital paulista. Um dos policiais já está preso em razão de outro crime do qual é acusado.

Para os promotores, o crime é uma espécie de genocídio urbano. A repercussão internacional do caso e o fato de os acusados serem policiais são alguns dos argumentos usados pelo Ministério Público para pedir a prisão dos suspeitos. Além das mortes, os policiais e o segurança são acusados de se unirem para o tráfico de drogas na região.

O MPE-SP denunciou os seis pelos crimes, mas acredita que ainda não chegou a todos os responsáveis pelas mortes. Na denúncia, os promotores informam que as investigações não chegaram ainda a uma conclusão sobre quem são os demais envolvidos nem quantos eles são. Os promotores arrolaram 40 testemunhas.

Segundo a denúncia, os acusados “agiram movidos pelo fim de demonstrar aos moradores de rua, vítimas da barbárie praticada, quem eram os chefes do tráfico de drogas na região central da cidade; bem como para demonstrar aos demais moradores de rua também envolvidos, muitas vezes contra a própria vontade, nas atividades de tráfico de entorpecentes dirigidas a outros moradores de rua e adolescentes infratores, quem eram os chefes do tráfico de drogas na região central da cidade”.

Foram denunciados os policiais militares Jayner Aurélio Porfírio, Marcos Martins Garcia, Cleber Bastos Ribeiro, Renato Alves Artilheiro e Paulo Cruz Ramos e o segurança Francisco Luiz dos Santos são acusados de executar sete moradores de rua em agosto do ano passado. Artilheiro é o policial que já está preso. Garcia chegou a ficar preso no começo do ano, acusado de participar dos crimes, mas foi solto à época por falta de provas.


Leonardo Fuhrmann é repórter da revista Consutor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 5 de novembro de 2005, 7h00

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