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Operação na butique

Dona da Daslu deixa Superintendência da PF em São Paulo

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A empresária Eliana Tranchesi, dona da megabutique Daslu, deixou a Superintendência da Polícia Federal, onde estava detida, no início da noite desta quarta-feira (13/7). A ordem foi da juíza Maria Isabel do Prado, da 2ª Vara Federal em Guarulhos, que revogou a prisão temporária de Eliana.

O procurador da República em Guarulhos, Matheus Baraldi Magnani, se manifestou a favor da soltura da empresária. “Não acredito que ela possa interferir na investigação em andamento, já colhemos provas suficientes”, disse.

Segundo Magnani, que tomou depoimento de Eliana, ela afirmou cuidar apenas do glamour e do marketing da butique, desconhecendo os trâmites comerciais e fiscais. O procurador participou de coletiva de imprensa ao lado do superintendente da PF em São Paulo, José Ivan Guimarães Lobato, e do superintendente da Receita Federal, Guilherme Adolfo dos Santos Mendes.

Eliana, Antônio Carlos Piva de Albuquerque, seu irmão, e o empresário Celso de Lima, foram detidos nesta quarta em operação conjunta da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Receita Federal, sob a suspeita de formação de quadrilha, sonegação fiscal, falsificação de documentos e descaminho. Celso de Lima é gerente da Multimport, apontada na operação como “laranja” da Daslu no Brasil.

O irmão de Eliana e o empresário Celso de Lima até o fim desta quarta-feira ainda não tinham prestado depoimento e, por isso, não há posição sobre a libertação deles.

A operação foi desencadeada após 10 meses de investigações do MP, quando a Receita Federal apreendeu no aeroporto internacional de Guarulhos (SP), junto a mercadorias da loja, notas fiscais subfaturadas e notas com os valores verdadeiros das mercadorias.

Batizada de Narciso, a operação desencadeou 40 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo e Paraná. A operação, que mobilizou 250 policiais, 80 fiscais da Receita Federal e representantes do MP, envolveu 10 empresas: a maioria em São Paulo.

De acordo com o procurador Magnani, a importadora recebia mercadorias subfaturadas dos Estados Unidos e as repassava para a Daslu com nova subfaturação. Isso para diminuir a incidência de impostos que recaem sob produtos importados e industrializados, como o IPI e o Imposto de Importação.

O subfaturamento acontecia quando o importador substituía a fatura comercial verdadeira por outra com preço inferior. A importadoras seriam constituídas para camuflar a importação irregular e burlar a fiscalização da Receita Federal.

Entre as empresas de fachada que participariam da importação estão a Multimport, com sede em São Paulo, a Magnum, que, mais tarde, transformou-se em MT, estabelecida em Cotia (SP), e também uma empresa com sede nos Estados Unidos, denominada Horacy.

 é correspondente da Revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 13 de julho de 2005, 21h18

Comentários de leitores

3 comentários

Qual será a próxima incursão da espaventosa car...

Leônidas Scholz - Advogado Criminal (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

Qual será a próxima incursão da espaventosa caravana repressiva da República em que "não se rouba e não se deixa roubar"? Quem serão os próximos a sucumbir à "tsunami" deflagrada pela compulsiva obsessão por desmentir, a qualquer preço, o provérbio de que "rico não vai para a cadeia"? Onde ocorrerá a próxima demonstração de força dos pregoeiros do "punir e castigar, ainda que sem julgar", com direito à exibição, em rede nacional e tempo real, de seus portentosos artefatos de guerra? Quem serão, enfim, os "convidados" para a próxima festa de esculhambação pública em nome do combate à "impunidade", para o qual elegeram os arautos dessa nova "ordem jurídica", como primeiro passo, a prisão antecipada, o encarceramento prévio dos suspeitos, ou melhor, dos de antemão "culpados"? Tal, tamanha e assim tão férrea e ilimitada a disposição revelada pelos "gladiadores da lei e da ordem", impossível saber! Tanto quanto, porém, não ver que, embora recém-chegado à puberdade, aqui jaz, fuzilado por esse transfigurado e falacioso modelo de persecução penal, o Estado Democrático de Direito.

Quem será que apareceu mais? Avante narcisinhos!

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)

Quem será que apareceu mais? Avante narcisinhos!

É a briga dos narcisos...

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)

É a briga dos narcisos...

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