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Ação conjunta

que o depoente também foi para o depósito da Água Mineral; que o depoente somente foi até o depósito nesta vez e que se lembra que dá para ver o Carrefour norte, supermercado, que dá para ver as bandeiras que ficam na frente do Carrefour; que chegou no depósito lá pelas 9 a 10 horas da manhã, levado pelo Sr. Elias, este dirigia o santana, pelo que se lembra; que quando chegou havia uma fogueira bem alta, onde queimavam os documentos, que se lembra que a maioria dos que ali estavam riam dizendo que a Polícia Federal podia chegar a qualquer momento atrás da fogueira; que a fogueira estava perto do portão de entrada e perto do galpão, no quintal do galpão, que tem o piso de terra com algum mato; que a fogueira não era tão alta, mas o volume da fumaça era imenso, que era uma fumaça meio branca; que dois caminhões de mudança, grandes, estavam parados perto do galpão, na outra ponta;

que ouviu das pessoas que ali estavam que a fumaça era perigosa, pois poderia atrair a polícia e que Luiz Estevão tinha mandado colocar os Diários nos caminhões para queimar na fazenda; que ficou de mais ou menos 9 h e 30 minutos ou pouco mais carregando os caminhões, levando os Diários sem capa e os documentos do galpão aos caminhões e que isso durou até mais ou menos 17 horas; que a fogueira ficou acesa somente até mais ou menos meio dia; que ajudou Dona Teresa e as outras dezesseis pessoas a carregar e também rasgar os documentos;

que muito do tempo, a maior parte, era rasgar documentos, que as folhas rasgadas eram colocadas em baldes de plástico; que as mulheres rasgavam documentos mais finos e que os homens ficavam rasgando os Diários sem capa e carregando para os caminhões de mudança; que o depoente, por curiosidade, abriu um dos Diários sem capa e viu números grandes; se recorda de valores de 60 milhões, outro de nove milhões e outro de seis milhões; que eram cheques, e a moeda era cruzeiro; que o depoente brincava dizendo que somente queria o valor de um daqueles cheques, por exemplo, o de seis milhões; que brincavam dizendo que “ se estes livros pudessem falar...”; que diziam que se a Polícia chegasse diriam que estavam a serviço e ainda diriam que não sabiam de nada; que se recorda que Santos, policial militar, dias depois, na loja da 514, lhe disse que quando saíram de lá, a polícia federal foi até lá; que alguns empregados que estavam lá eram empregados que tomam conta do depósito do Grupo OK; que se recorda de ter rasgado centenas, talvez milhares, de fichas de registro de empregados; que as fichas tinham os retratos dos empregados e ex-empregados; que se recorda de fichas de pessoas de Parnaíba no Piauí, da cidade de Luiz Correa, também no Piauí, de fichas de maranhenses, terra natal do depoente, por exemplo, que se recorda da ficha de um empregado que nascera em Remanso, interior do município de Araióses, cidade que é perto de onde o depoente nasceu, vizinho; que o depoente não foi com os dois caminhões de mudança; recorda-se que os caminhões foram para uma fazenda perto;

que com os caminhões seguiu os dois motoristas dos caminhões contratados; que eram caminhões de autônomos e não de firmas grandes;

que além dos motoristas, seguiu o mesmo Santos, Eliana, e pessoas da fazenda, para guiar; que Santos, dias depois, lhe disse que os documentos e Diários foram queimados na fazenda e que o mesmo trabalhou até ás 3 horas da madrugada, usando gasolina para queimar os Diários já rasgados, tal como livros que chamavam de Razão; que Santos se queixou de ter recebido duzentos reais, e que era muito trabalho para pouco pagamento; que o depoente deveria receber duzentos reais, pagos pelo Barcelos, chefe de segurança, mas que depois lhe pediu de volta cem reais, para entregar o Sr. Pedro, que também tinha ajudado; que no entanto assinou recibo de duzentos reais e somente ficou com cem reais; que Pedro era um ex-balanceador, que não ajudou nada, e recebeu somente por amizade e que o mesmo tem cerca de 60 anos;

que Barcelos é que faz os pagamentos, traz o dinheiro e é chefe da segurança;que Barcelos lhe disse, ao pagar, “ assine aqui”, o recibo e lhe disse para nada falar sobre o que tinha feito, sobre o trabalho; que quando rasgava, todos falavam, brincando, que a Dona Teresa trabalhava muito e iria um dia ser despedida por Luiz Estevão; que rasgava os diários de contabilidade, que eram grossos e dava muito trabalho; que o depoente acredita que Luiz Estevão pode ter ficado sem pagar impostos no valor de muitos milhões com a queima; que, inclusive era do conhecimento do depoente, que estes diários haviam sidos refeitos por conta da obra do TRT de São Paulo, bem como os registros dos empregados do Grupo OK e das Construtoras de responsabilidades do Grupo OK; que se lembra que todos os documentos mencionados foram colocados dentro dos dois caminhões de mudança e foi levado para uma fazenda do Sr. Luiz Estevão, onde todos os documentos foram retirados e queimados na fazenda do Sr. Luiz Estevão; que o depoente não presenciou a queima dos documentos; que o depoente ficou sabendo da queima dos documentos pelo Sr. Santos que é um policial militar que presta serviço avulso para o Sr. Lino Martins, pai do Sr. Luiz Estevão; que, ainda na Água Mineral, com receio dos documentos não caberem nos dois caminhões, começaram a queimar lá no próprio quintal do galpão, mas que isso somente foi no início, pois a fumaça podia atrair a polícia federal; que o depoente se recorda de ter visto a Dona Teresa muito nervosa, que a mesma lhe dizia que estivera chorando na sala da mesma, no primeiro andar, na sala de frente da sala do Sr. Lino; que a Dona Teresa lhe dizia que Luiz Estevão a maltratava muito, que jogava documentos na mesma, um monte de documentos na cabeça; que a Dona Teresa era insultada e se queixava ao depoente de sofrer insultos de Luiz Estevão, gritar, xingar;

Revista Consultor Jurídico, 8 de fevereiro de 2002, 17h58

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