Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Ação conjunta

Vejamos também o depoimento do Sr. Raimundo Nonato: “TERMO DE DEPOIMENTO Sr. RAIMUNDO NONATO DOS SANTOS FRANCES, brasileiro, solteiro, montador de pneus. Aos treze dias do mês de setembro do ano de 2001, nesta cidade de Brasília-DF, no edifício sede da Procuradoria da República no Distrito Federal, na presença do Excelentíssimo Senhor Procurador Doutor Luiz Francisco Fernandes de Souza, juntamente com LÚCIA MARIA DE JESUS, secretária, disse que não precisava de advogado e que deporia para ajudar a Justiça, tendo se apresentado espontaneamente; respondeu também que é empregado da Comercial OK Benfica de Pneus Ltda e trabalha na loja da SQS 514 Bloco B loja 59, com o nome de fantasia Pneus OK, ali trabalhando como montador de pneus, mudando os pneus, calibrando, remendando, e também como balanceador de pneus; que perguntado respondeu que foi empregado desde abril/98 até agosto deste ano, 6/08/2001, daquela empresa; que no início do ano 2000, lá por janeiro ou fevereiro, acha que foi em fevereiro, pelo que se lembra, o depoente viu chegar na Pneus OK uma Kombi branca, lotada, cheia de livros Diários, sem capas;

que sabe que, na época, a Kombi estava no nome do empregado Lopes, Gerente da OK Benfica, encontrando-se, hoje, no nome do pai adotivo do Sr. Luiz Estevão; que era uma Kombi que, quando começou a trabalhar na loja, em 1998, já servia para a empresa, em geral dirigida pelo Lopes, o gerente, que inclusive levava o Sr. Lino para a casa muitas vezes;

que a Kombi vinha, com os Diários, do prédio da OAB, no Setor de Autarquia Sul, sede do Grupo OK Construções e Incorporações S/A;

que alguns Diários estavam num saco branco, a maior parte, na verdade, de fibra, sacos grandes, meio abertos em cima, devido ao volume de Diários sem capas; que a Kombi entrou pelo subsolo, pela W-2, que os Diários foram retirados, carregados nas costas, postos no elevador e levados para o segundo andar, onde existiam documentos, e neste segundo andar somente existem documentos; que a Kombi chegou mais ou menos no meio da semana; que no sábado de manhã, apareceu um caminhão alugado, e os Diários foram colocados no caminhão, junto com outros documentos, inclusive umas oito mil fichas de ex-empregados, que deveriam ser conservadas por 30 anos, sendo que destes uns cem ou mais eram ainda empregados; que ouviu dizer que estas fichas foram destruídas devido ao fato que as empresas de Luiz Estevão não faziam os recolhimentos na totalidade ao INSS e o FGTS junto a CEF, e que acha que isso é verdade pois os despedidos se queixavam disso; que o caminhão encheu, trabalhando do meio da manhã (e lembra-se inclusive que o Sr. Lino deu uma bronca no Alessandrinho, um rapaz que ajudava na contabilidade do Grupo OK S/A, no Setor de Autarquia Sul, que o senhor Lino ficou bem bravo); que o trabalho de carregar o caminhão durou até quase meia noite e que ficou como vigia nesta noite, pois era costume substituir o vigia, Sr. Francisco, nas folgas, alguns fins de semana e nos feriados; que nesta semana ficou na loja de sábado para domingo;

que não foi com o caminhão, pois a loja estava sob sua responsabilidade e não poderia arredar o pé; mas que os estavam carregando o caminhão diziam que os documentos, com os Diários, estavam sendo levados para um depósito do Grupo OK na Água Mineral; que os documentos foram retirados pois chegou ao conhecimento dos donos e dos empregados da contabilidade que a fiscalização e a Polícia Federal poderia vir pegar os documentos, numa busca; que passados alguns dias, o depoente viu chegar na SQS 514 várias pessoas, aproximadamente 10 (dez) pessoas, que tinham combinado entre si encontrar-se na 514, loja da BENFICA PNEUS; que neste dia estava o Sr. Lino , que estava com o Elias, um outro policial militar que servia como motorista e segurança alternativos (trocavam com outros policiais militares); que destas dez pessoas, boa parte dos mesmos eram empregados da contabilidade do Grupo OK, e, ainda, além destes, havia ainda uns sete, cinco dos quais trabalhavam no galpão, na própria Água Mineral e os outros vieram da OK Automóvel;

que se lembra bem da Dona Tereza, que era a segunda pessoa na SQS 514 abaixo do Sr. Lino e que mandava em toda a contabilidade das empresas de Luiz Estevão, já que a mesma trabalhava para o mesmo há vários anos; que se lembra de Eliana, Marlene Marina (chefe do setor de pessoal do Grupo OK), Santos (que é policial militar, que presta serviços avulsos e segurança para o Sr. Lino, que o mesmo é moreno, baixo, cabelo curto e anelado, que sempre andava armado), Volnei, Alessandro, e outros; que estas pessoas comentavam que iriam para o depósito do Grupo OK na Água Mineral, onde queimariam toda a documentação levada pelo caminhão da outra vez, mais outros documentos que estavam lá, pois havia um boato que a Polícia Federal poderia ir pegar os documentos a qualquer momento e que Luiz Estevão podia ser cassado;

Revista Consultor Jurídico, 8 de fevereiro de 2002, 17h58

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 16/02/2002.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.