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Sem dolo

Justiça arquiva inquérito contra Neymar por divulgação de fotos de modelo

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O juiz do Rio de Janeiro Marcel Laguna Duque Estrada arquivou o inquérito que investigava se o jogador de futebol Neymar havia cometido crime ao mostrar no Instagram fotos da modelo Najila Trindade Mendes de Souza nua. A decisão é de 2 de outubro.

Atacante Neymar publicou um vídeo nas redes sociais dizendo que caiu em armadilha de mulher que o acusou de estupro
Reprodução

Najila acusou Neymar de tê-la estuprado. Em sua defesa, o jogador publicou um vídeo no Instagram no qual dizia que caiu em uma armadilha e que é vítima de extorsão. O atleta também mostrou uma série de mensagens que trocou com a mulher antes e durante a sua chegada a Paris. Nas mensagens expostas por Neymar, há fotos de nudez enviadas pela mulher e conversas íntimas que continuaram depois da data do fato denunciado. No vídeo, o atacante borrou as imagens.

O Ministério Público do Rio pediu o arquivamento do inquérito. A promotora Denise Pitta afirmou que Neymar não agiu com dolo ao divulgar as fotos da modelo.

"Em que pese o jogador ter divulgado por meio da rede social Instagram vídeo sem o consentimento da vítima, com cenas de nudez, certo é que o fez para se defender de acusação séria e grave, com a precaução de não exibi-las, borrando algumas destas fotos e vídeos justamente para que não fosse possível a identificação de Najila", apontou.

A promotora também destacou que o Ministério Público de São Paulo arquivou, por falta de provas, o inquérito que apurava a acusação de que Neymar teria estuprado a modelo.

O jogador foi defendido no caso pelos criminalistas Maíra Fernandes, Salo de Carvalho e Davi Tangerino. Maíra disse à ConJur que a decisão foi correta diante da "absoluta ausência de crime".

"A promotora de justiça e o magistrado reconheceram que o jogador divulgou o vídeo objeto do inquérito com o único intuito de se defender de acusação grave, da qual estava sendo injustamente acusado. Não houve dolo. Ele jamais quis expor a moça, tanto que tomou o cuidado de solicitar que borrassem as fotos para não identificá-la. A decisão encerra um episódio em que Neymar era injustamente acusado por crimes que não cometeu. O TJ-SP já havia proferido decisão favorável ao jogador também em relação a um suposto crime de estupro. Enfim, fez-se Justiça".

Clique aqui para ler a decisão
0190362-53.2020.8.19.0001




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 é correspondente da revista Consultor Jurídico no Rio de Janeiro.

Revista Consultor Jurídico, 8 de outubro de 2020, 19h19

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