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Ministro Celso de Mello isola-se depois de contato com David Uip

Submetido a cirurgia para implantação de prótese de quadril, em janeiro, o ministro Celso de Mello vai agora fazer seu teste para detecção de eventual coronavírus. Na segunda internação, em razão de processo infeccioso, causado por erisipela — sem qualquer conexão com a cirurgia do fêmur — o ministro foi acompanhado e assistido pelo infectologista David Uip que, sabe-se agora, vem de ser acometido pela síndrome respiratória que afeta o país.

Durante a o tratamento médico que Davi Uip lhe dispensou, “com grande competência profissional”, como frisa o ministro, ambos tiveram contatos pessoais, o último dos quais a 18 de março, na semana passada — sendo essa a razão específica para o teste a que deverá ser submetido, para constatar se contraiu ou não o novo coronavírus.

Indagado sobre seu estado de saúde, o ministro Celso de Mello respondeu: “Estou bem e não estou sentindo qualquer dos sintomas do vírus”, informou o ministro. “Caso o tenha contraído, ainda estaria no período de incubação”. O ministro mantém-se sob estrita seclusão residencial, sem contato exterior com qualquer pessoa. Inclusive com as próprias filhas.

O ministro informa que, tão logo venha o resultado do teste, se negativo, já terá condições de voltar a Brasília para reassumir suas funções. Celso de Mello informou ao presidente do STF, Dias Toffoli, sobre sua situação. O ministro Toffoli o tranquilizou e desejou-lhe pronta recuperação.

Revista Consultor Jurídico, 24 de março de 2020, 18h17

Comentários de leitores

1 comentário

Decisão que tarda é decisão que falha...

Flávio Calichman (Advogado Sócio de Escritório)

A meses de completar 75 anos de idade, o Ministro deveria ter graciosamente se aposentado de modo espontâneo em 2018, quando já tinha respeitáveis 73 anos de idade, já padecia desse sério problema ortopédico que o levou a uma cirurgia e a uma prolongadíssima convalescença - tudo isto quando o presidente era Temer, passível de muitas críticas mas certamente um democrata, racional e não boçal. Preferiu, contudo, se aferrar ao cargo, sabe-se lá por que motivo, e agora nos submete não apenas à sua ausência prolongada, que na prática vai adiar julgamentos importantes da 2a Turma durante todo este semestre, como ainda abre portas para que o atual presidente nomeie só Deus sabe quem, guiado pela diretriz de que o importante é nomear alguém terrivelmente evangélico. Admiro muito a pessoa e o trabalho do Ministro, mas alguém com o tremendo poder e com a tremenda responsabilidade que tem deveria pensar a longo prazo, de modo estratégico; deveria priorizar sempre o interesse público, em vez de permanecer no cargo até o último minuto do último dia.

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