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Excludente de noção

Estado deve indenizar homem levou tiro de PM de folga

A 7ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal manteve sentença que condenou o poder público a pagar R$ 30 mil, a título de danos morais, a um homem que levou um tiro de um policial militar que estava de folga.

Estado terá que indenizar homem que foi alvejado pelas costas por PM de folga
Du Amorim / Portal do Governo

Segundo o autor da ação, ele foi repreendido pelo PM porque estava urinando ao lado do carro do policial.

Apesar da repreensão ele não interrompeu o ato e foi atingido pelas costas pelo disparo feito pelo policial militar, que estava de folga e fugiu sem prestar socorro.

O recurso apresentado pelo DF argumenta que o Estado não pode ser responsabilizado já que o fato aconteceu quando o policial não estava de serviço e consequentemente deveria ser o único responsável por sua conduta.

Ao analisar o caso, os desembargadores entenderam que a sentença deveria ser integralmente mantida. O colegiado afirmou que o Estado é responsável pelos atos de seu agentes que resultam em danos, mesmo quando estiverem em período do de folga.

“Ademais, ainda que fora do horário de expediente ou em período de folga, caso a atuação do agente público que venha a causar danos a terceiros esteja relacionada a sua qualidade de agente público, o Estado poderá ser objetivamente responsabilizado”, diz trecho da decisão. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-DF.

Clique aqui para ler o acórdão
0711652-54.2017.8.07.0018

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Revista Consultor Jurídico, 15 de março de 2020, 12h52

Comentários de leitores

2 comentários

Decisão ilogica

daniel (Outros - Administrativa)

De algum policial de folga brochar a ofendida então deve pedir indenização ao Estado, usando por analogia a decisão do TJDF

Ilógica?!

Marcos Arruda (Outros - Empresarial)

Apesar de ser pouco inteligível a piadinha sem graça que vc tentou fazer, não há nada de ilógico na decisão, inclusive a decisão está em harmonia com entendimento do STF.
Se o Estado é responsável pela má seleção dos seus agentes, se o Estado fornece uma arma de fogo a um indivíduo que não possui condição psicológica pra isso -, nada mais justo que o Estado seja responsabilizado pelos danos causados pelo agente. Ademais, vale lembrar que no caso a responsabilidade civil é objetiva.

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